Exportações portuguesas aceleram em abril, com subida de 15,5% e alívio do défice mensal

Exportações portuguesas aceleram em abril, com subida de 15,5% e alívio do défice mensal
Exportações disparam em abril

O comércio externo de bens em Portugal mostra um reforço das vendas ao exterior em abril de 2026, num mês marcado por uma aceleração homóloga das exportações e por um crescimento mais moderado das importações. O desempenho é influenciado pela evolução dos preços, sobretudo nos produtos energéticos, enquanto o défice mensal da balança comercial regista um desagravamento face a abril de 2025.

Destaques

  • As exportações portuguesas de bens subiram 15,5% em abril de 2026, acelerando face aos 11,0% de março, enquanto as importações cresceram 8,9%.
  • O défice da balança comercial de bens em abril fixou-se em 2.883 milhões de euros, reduzindo-se em 149 milhões face a abril de 2025 e 24 milhões em relação a março.
  • As vendas para Espanha, França e Alemanha cresceram respetivamente 11,1%, 12,5% e 12,0% em abril de 2026, sustentando a performance exportadora portuguesa.

Evolução do comércio externo em abril

Segundo os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística, as exportações de bens registam em abril de 2026 uma variação homóloga nominal de 15,5%, enquanto as importações sobem 8,9%. O ritmo das vendas ao exterior acelera face aos 11,0% observados em março, ao passo que o crescimento das compras ao exterior abranda dos 12,3% do mês anterior.

Quando são excluídas as transações sem transferência de propriedade, o aumento das exportações torna-se mais expressivo, atingindo 16,9%, acima dos 14,9% registados em março. No caso das importações, a exclusão deste tipo de movimentos conduz a um crescimento de 15,3%, mostrando um comportamento mais acentuado do que o indicador global.

O avanço das exportações é o mais forte desde julho de 2024. Excluindo combustíveis e lubrificantes, as exportações aumentam 14,3%, depois de 10,0% em março, num contexto em que esta categoria de produtos sobe 32,0% em termos homólogos, sobretudo por efeito do preço, que cresce 30,2%, enquanto o volume avança apenas 1,4%.

O INE indica ainda que os índices de valor unitário das exportações aumentam 3,2% em abril, após 0,4% em março e uma variação negativa de 1,7% em abril de 2025. Sem produtos petrolíferos, a variação dos preços das exportações fica em 1,3%, depois de um valor nulo no mês anterior.

Saldo comercial e principais mercados

Em termos acumulados até abril de 2026, as exportações diminuem 1,4% em comparação homóloga, contrastando com o aumento de 3,9% no mesmo período de 2025. Já as importações acumulam uma subida de 4,7%, abaixo dos 6,0% registados no período homólogo do ano anterior.

No mês de abril, o défice da balança comercial de bens atinge 2.883 milhões de euros, o que representa um desagravamento de 149 milhões face a abril de 2025 e de 24 milhões em relação ao mês anterior. Ainda assim, no acumulado do ano, o défice sobe para 11.431 milhões de euros, refletindo um agravamento homólogo de 2.104 milhões.

Entre os principais parceiros comerciais das exportações nacionais, com referência a 2025, destacam-se em abril de 2026 os aumentos das vendas para Espanha, com 11,1%, para França, com 12,5%, e para a Alemanha, com 12,0%. Estes mercados continuam a sustentar uma parte relevante da evolução do setor exportador português num ambiente de maior pressão sobre preços e energia.

Na nossa publicação, analisámos a linha de crédito de emergência de 600 milhões de euros ativada em Portugal para apoiar empresas mais expostas à subida dos custos de energia e combustíveis. Explicámos que o apoio, gerido pelo Banco Português de Fomento, combina garantias públicas e acesso mais rápido a financiamento, sendo enquadrado por um ambiente de atenção ao comércio externo, ao petróleo e às condições monetárias na Europa.

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