Portugal defende relações com os U.S. e autonomia estratégica europeia na defesa

Portugal defende relações com os U.S. e autonomia estratégica europeia na defesa
Portugal defende autonomia europeia

Nas celebrações do Dia de Portugal na ilha Terceira, o Presidente da República sublinhou que Portugal deve reforçar a cooperação com os U.S. sem abdicar da autonomia estratégica da Europa em segurança e defesa. A posição surge num contexto de atenção à Base das Lajes e ao debate sobre o enquadramento da presença norte-americana nos Açores.

Destaques

  • António José Seguro declarou que Portugal deve manter boas relações com os U.S. e reforçar a autonomia estratégica europeia na defesa.
  • O Presidente afirmou que laços económicos, comerciais e de segurança com Washington e apoio à NATO são objetivos complementares da política externa portuguesa.
  • Seguro rejeitou discutir neste momento uma revisão do acordo sobre a Base das Lajes, sublinhando o peso político e estratégico dos Açores na defesa nacional.

Posição presidencial sobre defesa e alianças

Segundo o Jornal de Negócios, António José Seguro afirmou em Angra do Heroísmo que a manutenção de boas relações com os U.S. e o reforço da autonomia estratégica europeia são objetivos compatíveis. O chefe de Estado disse que Portugal deve aprofundar os laços com Washington nos planos económico, comercial e de segurança, ao mesmo tempo que sustenta uma posição favorável à NATO.

O Presidente acrescentou que o país deve adotar uma visão mais ampla do Atlântico, incluindo o Canadá e o Mercosul, em linha com a vocação universalista portuguesa. Na mesma intervenção, defendeu que as duas dimensões, a relação transatlântica e a autonomia europeia, se complementam.

Base das Lajes e alcance político para os Açores

Questionado sobre uma eventual revisão do acordo de cooperação e defesa entre Portugal e os U.S. que regula a utilização da Base das Lajes, António José Seguro considerou que não é este o momento para abordar esse tema. A declaração foi feita durante a sua deslocação à ilha Terceira para as comemorações do Dia de Portugal, onde também se reuniu com a representante da República para a Região Autónoma dos Açores, Susana Goulart Costa.

Perante perguntas sobre se a escolha da ilha Terceira para as comemorações representa uma afirmação de soberania nacional ligada à Base das Lajes, o Presidente respondeu que afirma a soberania de Portugal todos os dias, em qualquer ponto do território. A mensagem reforça o peso político e estratégico dos Açores no debate sobre defesa, alianças atlânticas e posicionamento geopolítico do país.

Na nossa publicação, acompanhámos a polémica em torno da utilização da Base das Lajes por forças dos U.S. no contexto da crise com o Irão, que voltou a colocar a Terceira no centro do debate sobre defesa e política externa. O texto sublinhou como o aumento de operações e as restrições impostas por Portugal alimentaram discussões sobre os limites da autonomia açoriana, a jurisdição no Atlântico e os riscos diplomáticos e económicos associados à pressão geopolítica na região.

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