Minidólar aponta suportes e resistências no Brasil em sessão de segunda-feira
Os contratos de minidólar com vencimento em novembro iniciam a sessão desta segunda-feira sob pressão técnica após fecharem a última sessão em queda de 0,70%, aos 5.080,5 pontos. O movimento ocorre num ambiente de dólar mais fraco no exterior, incerteza eleitoral no Brasil e expectativa do mercado sobre os próximos cortes da Selic.
Destaques
- O minidólar encerrou 16/10 abaixo das médias de 9 e 21 períodos, indicando pressão vendedora e suporte crítico entre 5.073 e 5.057,5 pontos.
- O dólar à vista caiu 0,30% para R$ 5,0730, mas acumulou alta semanal de 1,75%, refletindo disputa entre fatores externos e domésticos no câmbio.
- Expectativas fiscais, incerteza eleitoral e previsão de corte de 0,25 pp na Selic sustentam volatilidade no minidólar, com suportes-chave até 4.784 pontos.
Níveis técnicos e gatilhos para o pregão
Como reportado pelo InfoMoney Mercados, o minidólar volta a concentrar a atenção dos traders depois de encerrar a sessão de 16/10 abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos no gráfico de 15 minutos, sinal que reforça a pressão vendedora intradiária.Para ampliar o movimento de baixa, o contrato precisa romper o suporte em 5.073 a 5.057,5 pontos. Se perder essa faixa, os próximos alvos ficam em 5.043 a 5.033,5 pontos e, numa extensão da correção, em 5.013,5 a 4.995,5 pontos.
No lado da alta, uma reação compradora depende da superação da resistência entre 5.091,5 e 5.105 pontos. Acima desse intervalo, o contrato pode avançar para 5.116,5 a 5.135 pontos, com alvo mais longo na região de 5.159 a 5.178,5 pontos.
No gráfico diário, o ativo também entra em correção após as altas recentes e volta a negociar abaixo das médias de 9 e 21 períodos. Para retomar um movimento mais firme de alta, precisa recuperar essas referências e romper a faixa de resistência entre 5.124,5 e 5.274,5 pontos; se isso ocorrer com volume, os objetivos seguintes passam a ser 5.302,5 a 5.339 pontos.
Cenário macro e impacto para os investidores
O comportamento do minidólar reflete uma disputa entre o enfraquecimento da moeda norte-americana no exterior e os fatores domésticos que limitam o real. Na última sessão, o dólar à vista recuou 0,30%, para R$ 5,0730, mas ainda acumulou alta de 1,75% na semana.As pesquisas CNT/MDA e Datafolha indicam empate técnico entre Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva, mantendo cautela no câmbio. Ao mesmo tempo, o IBC-Br avança 0,30% em agosto, em linha com as projeções, enquanto o mercado segue atento às expectativas fiscais e à trajetória dos juros.
Os investidores projetam um corte de 0,25 ponto percentual na Selic em novembro, mas permanecem divididos sobre dezembro. Para o mercado brasileiro de derivativos, essa combinação de incerteza eleitoral, leitura sobre inflação e expectativa de juros tende a sustentar a volatilidade do minidólar no curto prazo.
Na direção oposta à retomada de alta, a continuidade da queda no gráfico diário depende da perda sucessiva dos suportes em 5.045,5, 4.995,5 e 4.968,5 pontos. Abaixo dessas referências, o contrato pode buscar a região de 4.831 a 4.784 pontos.
Na nossa matéria anterior sobre o minidólar WDOX26, detalhámos como o contrato iniciou o pregão sob volatilidade puxada por fatores externos (DXY, Treasuries e dados de inflação nos EUA) e pela cautela eleitoral no Brasil, com o fluxo cambial positivo ajudando a conter oscilações mais fortes. Também mapeámos os principais suportes e resistências no intradiário e no gráfico diário, destacando que a continuidade da recuperação dependeria de rompimentos com volume, enquanto a perda de suportes poderia recolocar os vendedores no controle.
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