MARA vende US$ 1,63 bilhão em Bitcoin à medida que sua estratégia de tesouraria muda
A MARA Holdings vendeu aproximadamente 23.093 Bitcoins por US$ 1,63 bilhão durante o primeiro semestre de 2026, convertendo grande parte de suas reservas de ativos digitais em liquidez. A mineradora utilizou os recursos à medida que aumentaram as necessidades de caixa operacional, aceleraram-se os pagamentos de dívidas e expandiram-se os investimentos em infraestrutura.
Destaques
- A MARA vendeu 23.093 BTC por cerca de US$ 1,63 bilhão.
- As reservas de Bitcoin caíram para 35.577 BTC em 30 de junho.
- A receita do primeiro semestre caiu para US$ 349,5 milhões.
- A dívida total caiu de US$ 3,6 bilhões para cerca de US$ 2,4 bilhões.
Este artigo foi traduzido do original. Leia a versão original do nosso correspondente aqui.
Os Bitcoins foram vendidos a um preço médio de US$ 70.631, enquanto a MARA encerrou junho com 35.577 BTC avaliados em cerca de US$ 2,08 bilhões. As vendas ocorreram após uma mudança mais ampla na política de tesouraria, que agora permite à MARA vender Bitcoins já mantidos em seu balanço quando as condições de mercado ou as necessidades de capital justificarem, segundo a Crypto.News.
Bitcoin se torna fonte de capital
A MARA detinha 53.822 BTC no fim de 2025, o que significa que sua reserva caiu acentuadamente durante os seis primeiros meses deste ano. A maior parte dessa queda ocorreu no primeiro trimestre, quando a empresa vendeu 20.880 BTC por cerca de US$ 1,5 bilhão. No segundo trimestre, produziu 2.422 BTC e vendeu 2.213 BTC.
As vendas de Bitcoin se tornaram a maior fonte de caixa da MARA proveniente de atividades de investimento. As atividades de investimento geraram cerca de US$ 1,47 bilhão, revertendo saídas de caixa de US$ 337 milhões no mesmo período do ano anterior.
Ao mesmo tempo, as atividades operacionais consumiram US$ 471,3 milhões. A receita caiu de US$ 452,4 milhões no ano anterior para US$ 349,5 milhões, enquanto a MARA registrou um prejuízo líquido de US$ 1,87 bilhão. Uma queda de aproximadamente US$ 1,4 bilhão no valor justo de suas reservas de Bitcoin respondeu por grande parte da deterioração dos resultados.
Ativos da tesouraria financiam uma expansão mais ampla
A MARA também está colocando uma parcela maior de seus Bitcoins restantes para trabalhar. Em 30 de junho, 4.742 BTC haviam sido emprestados a terceiros e 4.528 BTC haviam sido dados como garantia, deixando 26.307 BTC irrestritos.
A estratégia acelerou em agosto, quando a MARA deu 18.750 BTC como garantia para obter US$ 600 milhões em empréstimos adicionais da Coinbase Credit e da Two Prime Lending.
Essa liquidez poderia apoiar a aquisição proposta, no valor de US$ 1,5 bilhão, da Long Ridge Energy & Power, em Ohio. A MARA também está expandindo a infraestrutura para computação de alto desempenho, cargas de trabalho de IA e mineração de Bitcoin, incluindo uma unidade planejada no Texas com até 2 GW de capacidade da rede elétrica até abril de 2028.
Impacto no mercado
A abordagem da MARA mostra como grandes detentores corporativos de Bitcoin podem passar da acumulação passiva para uma gestão ativa da tesouraria. Vendas em grande escala podem adicionar oferta ao mercado, enquanto o uso de BTC como garantia aumenta a exposição às oscilações de preço e às exigências de margem. Para os investidores, a MARA está cada vez mais vinculada não apenas à economia da mineração de Bitcoin, mas também ao valor e à liquidez de suas reservas de criptoativos restantes.
Também noticiamos o plano da MARA para um campus no Texas, vinculado a até US$ 600 milhões em pagamentos por marcos.
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