Juros do crédito à habitação em Portugal sobem pelo terceiro mês, com abrandamento em agosto

Juros do crédito à habitação em Portugal sobem pelo terceiro mês, com abrandamento em agosto
Juros da casa sobem mais

Os custos do crédito à habitação em Portugal continuam a aumentar em agosto, embora com um ritmo mais moderado do que no mês anterior. A taxa implícita no conjunto dos contratos sobe para 3,162% e a prestação média avança para 418 euros, refletindo pressão continuada sobre os encargos das famílias.

Destaques

  • A taxa implícita do crédito à habitação em Portugal subiu para 3,162% em agosto, marcando o terceiro mês consecutivo de alta, com desaceleração frente a julho.
  • A prestação média mensal atingiu 418 euros em agosto, quatro euros acima do mês anterior e 24 euros acima de agosto de 2022, sendo metade composta por juros.
  • Nos contratos celebrados nos últimos três meses, a prestação média subiu para 744 euros, alta homóloga de 14,3%, enquanto o capital médio em dívida atingiu 80 188 euros.

Evolução das taxas e das prestações em agosto

Segundo Jornal de Negócios, citando o Instituto Nacional de Estatísticas, a taxa implícita no conjunto dos contratos de crédito à habitação sobe para 3,162% em agosto, o que representa um aumento de 2,7 pontos base face ao mês anterior.

O aumento marca o terceiro mês consecutivo de subida dos juros aplicáveis ao crédito da casa, ainda que com uma desaceleração em relação ao salto registado em julho. Nos contratos celebrados nos últimos três meses, a taxa de juro mantém-se em 2,91%, sem alteração face a julho.

A prestação média fixa-se em 418 euros, mais quatro euros do que no mês anterior e mais 24 euros do que em agosto de 2025. No último mês, a componente de juros representa 50,0% da prestação média.

Impacto nos novos contratos e no endividamento

Nos contratos celebrados nos últimos três meses, o valor médio da prestação sobe 13 euros, para 744 euros, correspondendo a um aumento homólogo de 14,3%. Estes dados apontam para uma pressão mais elevada sobre os encargos associados ao crédito mais recente.

Ao mesmo tempo, o capital médio em dívida para a totalidade dos créditos à habitação aumenta 725 euros, atingindo 80 188 euros. A evolução das prestações, da parcela de juros e do montante em dívida mantém o mercado de financiamento da habitação sob atenção, numa altura em que os encargos das famílias continuam elevados.

Na nossa publicação anterior sobre a descida das taxas Euribor nas principais maturidades, explicámos como este movimento pode trazer algum alívio às famílias com crédito à habitação de taxa variável, sobretudo nos contratos indexados a seis meses. Também enquadrámos a evolução das Euribor com a política monetária do BCE e com as regras mais restritivas do Banco de Portugal, que condicionam a capacidade de endividamento e influenciam decisões como renegociar spreads ou mudar de modalidade de taxa.

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