Dólar opera estável com Fed e cenário político no Brasil no radar

Dólar opera estável com Fed e cenário político no Brasil no radar
Dólar estável no radar

Os mercados cambiais iniciam a quarta-feira com o dólar futuro perto da estabilidade frente ao real, à espera da decisão de juros do Federal Reserve nos Estados Unidos. A expectativa predominante é de manutenção da taxa básica na faixa de 3,75% a 4,00%, enquanto o ambiente político brasileiro também acompanha os negócios.

Destaques

  • Dólar futuro para novembro recua 0,05% na B3 às 9h10, cotado a R$ 5,354, refletindo cautela antes da decisão do Fed.
  • Contratos futuros de Fed Funds apontam 91% de probabilidade de manutenção da taxa básica pelo Fomc, segundo o CME Group.
  • Mercado acompanha cenário político brasileiro após o ministro Alexandre de Moraes determinar que Flávio Bolsonaro entregue seus passaportes antes de viagem aos Estados Unidos.

Expectativa para juros e reação do câmbio

Segundo o InfoMoney Mercados, o dólar futuro para novembro recua 0,05% na B3 às 9h10, cotado a R$ 5,354, em um pregão marcado pela cautela antes da decisão de política monetária do Federal Reserve.

Nos U.S., investidores em geral não esperam mudança na condução do banco central. Os contratos futuros de Fed Funds apontam probabilidade implícita de 91% de manutenção da taxa básica pelo Comitê Federal de Mercado Aberto, de acordo com a ferramenta FedWatch, do CME Group.

Cenário político brasileiro entra no foco

Além do anúncio do Fed, o mercado acompanha o noticiário político no Brasil, com atenções voltadas para Flávio Bolsonaro, do PL.

Segundo informações repassadas à Reuters por um aliado próximo e por uma fonte do governo americano, o senador viaja para os Estados Unidos na terça-feira. Na véspera, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determina que o parlamentar entregue seus passaportes.

Na nossa matéria anterior sobre a volatilidade do minidólar WDOX26, explicámos como o contrato iniciou o pregão condicionado pelas pesquisas eleitorais no Brasil e pela agenda externa, com a região dos 5.000 pontos como referência. Também destacámos os níveis técnicos de suporte e resistência e como a rolagem de swaps cambiais pelo Banco Central poderia afetar a liquidez e intensificar os movimentos do câmbio.

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