Juros futuros no Brasil avançam antes de decisão do Fed nos U.S.

Juros futuros no Brasil avançam antes de decisão do Fed nos U.S.
Juros sobem antes do Fed

Os contratos de juros futuros sobem nesta quarta-feira, 28, com investidores à espera da decisão de política monetária do Federal Reserve, prevista para as 15h. O movimento também reflete a atenção do mercado ao avanço do petróleo e às incertezas sobre o cenário fiscal brasileiro a partir da formação do novo governo Lula em 2027.

Destaques

  • Taxas dos DIs subiram até 10 pontos-base no miolo da curva, com o DI jan/29 a 14,840% e DI jan/31 a 14,990%, refletindo expectativas sobre o Fed.
  • O avanço do petróleo impulsiona a curva de juros brasileira, enquanto dólar/real e Treasuries permanecem relativamente estáveis.
  • Incertezas sobre composição do governo Lula a partir de 2027 elevam a sensibilidade dos ativos locais, especialmente nos vértices intermediário e longo.

Curva de juros reage à expectativa pelo Fed

Como reporta o InfoMoney Mercados, a alta das taxas ocorre depois da queda observada na terça-feira e chega a perto de 10 pontos-base a partir do miolo da curva. O mercado acompanha ao mesmo tempo a decisão do banco central norte-americano e os desdobramentos domésticos para a política fiscal.

Às 9h17, a taxa do DI para janeiro de 2027 marcava 13,648%, ante 13,659% no ajuste anterior. Já o DI para janeiro de 2029 subia para 14,840%, de 14,762%, enquanto o contrato para janeiro de 2031 avançava a 14,990%, ante 14,911% no ajuste de ontem.

Petróleo em alta e foco fiscal moldam o mercado

O avanço do petróleo acompanha o movimento da curva, enquanto o dólar ante o real e os rendimentos dos Treasuries operam perto da estabilidade. Para os vencimentos mais longos, o viés segue de baixa nas taxas externas, mas isso não impede a pressão de alta no mercado doméstico.

Além do cenário internacional, os investidores observam como poderá ficar a composição do novo governo Lula a partir de 2027 e quais serão os efeitos para o quadro fiscal. Essa combinação mantém a sensibilidade dos ativos locais elevada, especialmente nos trechos intermediário e longo da curva de juros.

Na nossa cobertura anterior sobre a reação da curva de juros aos dados de inflação (CPI) dos EUA e ao noticiário eleitoral, explicámos que o vaivém dos rendimentos dos Treasuries aumentou a volatilidade e pressionou as taxas dos DIs ao longo do pregão. Também destacámos que a expectativa por novas pesquisas e sinais sobre o cenário político doméstico elevou a cautela do mercado, com impacto secundário de indicadores locais de atividade e de oscilações em commodities.

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