UE reforça excedente no comércio agroalimentar com importações em queda

UE reforça excedente no comércio agroalimentar com importações em queda
UE impulsiona superavit agro

O setor agroalimentar da União Europeia aumenta o seu saldo comercial positivo nos primeiros oito meses de 2026, com as exportações praticamente estáveis e as importações em recuo. O excedente acumulado atinge 34,7 mil milhões de euros entre janeiro e agosto, mais 4,1 mil milhões do que no mesmo período de 2025.

Destaques

  • Entre janeiro e agosto de 2026, as exportações agroalimentares da UE atingem 157,7 mil milhões de euros, permanecendo estáveis face ao ano anterior.
  • As importações caem para 122,9 mil milhões de euros, descendo 4% devido à forte redução das compras a grandes exportadores africanos de cacau.
  • As exportações de bebidas espirituosas e licores sobem 583 milhões de euros (11%), enquanto as de café, chá, cacau e especiarias caem 1,4 mil milhões (16%).

Desempenho comercial até agosto

Segundo European Commission, o mais recente relatório mensal do comércio agroalimentar da UE indica que o valor acumulado das exportações entre janeiro e agosto de 2026 totaliza 157,7 mil milhões de euros, mantendo-se globalmente estável em termos homólogos. A evolução reflete aumentos de valor em várias categorias de produtos, que compensam quedas nas exportações de azeite, carne de suíno e produtos de cacau.

As vendas para a Turquia aumentam 320 milhões de euros, ou 8%, impulsionadas sobretudo pelos embarques de carne de bovino e vitela. Já as exportações para a Índia sobem 253 milhões de euros, ou 29%, com destaque para o óleo de girassol. Nos países do Golfo, as exportações recuperam em agosto para níveis médios, após perturbações registadas anteriormente.

Por categorias, as exportações mundiais de bebidas espirituosas e licores crescem 583 milhões de euros, ou 11%. Em sentido contrário, as exportações de café, chá, cacau e especiarias caem 1,4 mil milhões de euros, o equivalente a 16%.

Recuo das importações melhora saldo

As importações acumuladas situam-se em 122,9 mil milhões de euros, menos 4,5 mil milhões, ou 4%, face ao mesmo período do ano anterior. A descida resulta sobretudo da redução do valor importado de grandes países produtores de cacau, numa altura em que os preços do cacau continuam a cair.

As compras à Costa do Marfim diminuem 1,4 mil milhões de euros, ou 22%, enquanto as importações provenientes dos Camarões e da Nigéria recuam 46% e 47%, respetivamente. Entre as categorias de produtos, as importações de café, chá, cacau e especiarias baixam 5,5 mil milhões de euros, ou 19%.

Em contrapartida, as importações de fruta e frutos secos aumentam 825 milhões de euros, ou 4%. Também os produtos não alimentares para uso técnico, bem como a margarina e outros óleos e gorduras, registam crescimentos, sinalizando uma composição mais mista da procura externa da UE.

Na nossa publicação, já acompanhámos o marco de Portugal em manter quatro anos consecutivos de crescimento económico com queda das emissões de gases com efeito de estufa. O texto destacou que, em 2024, as emissões recuaram para 52,0 milhões de toneladas de CO2 equivalente enquanto o PIB avançou 2,7%, reduzindo a intensidade carbónica para mínimos históricos e reforçando o contexto de transição energética.

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