PSI abre em baixa pressionado por pesos-pesados e perdas no setor energético

PSI abre em baixa pressionado por pesos-pesados e perdas no setor energético
PSI pressionado por quedas

A bolsa de Lisboa inicia a última sessão da semana em queda, num arranque marcado por negociação mista nas principais praças europeias. Apesar da subida da Galp, a descida de várias cotadas com maior peso no índice mantém o PSI em terreno negativo no início da sessão.

Destaques

  • O PSI recua 0,12% para 9.243,29 pontos às 08:17, pressionado por quedas em pesos-pesados como EDP Renováveis, BCP e Jerónimo Martins.
  • Galp valoriza 1,03% impulsionada pela alta do petróleo, mas não compensa as perdas de outras empresas do setor energético e do índice.
  • Fora do PSI, Pharol cai 1,44% para 0,891 euros após informar ter recebido mais de 5 milhões de euros de uma conta escrow junto da Oi.

Abertura do mercado e comportamento do PSI

Segundo o Jornal de Negócios, o PSI cede 0,12% para 9.243,29 pontos às 08:17, numa sessão em que as restantes bolsas europeias negoceiam sem direção única. A valorização de 1,03% da Galp, apoiada pela subida do petróleo nos mercados internacionais, não basta para compensar as quedas dos restantes pesos-pesados do índice.

Entre as principais cotadas, a EDP Renováveis recua 0,65% para 13,75 euros, o BCP perde 0,41% para 1,0915 euros, a EDP desce 0,40% para 4,538 euros e a Jerónimo Martins cai 0,17% para 17,17 euros. A Ren também integra o grupo de títulos em baixa, com uma descida de 0,28%, refletindo pressão adicional sobre o setor energético.

No arranque da sessão, sete cotadas negoceiam em terreno negativo, uma mantém-se inalterada, a Ibersol, e oito seguem em alta. Depois da Galp, as maiores subidas pertencem à Navigator, com 0,37%, e aos CTT, com 0,31%.

Movimentos fora do índice e impacto no mercado português

Fora do índice principal, a Pharol cai 1,44% para 0,891 euros, com mais de 34 mil títulos transacionados. O movimento surge depois de a empresa ter comunicado ao mercado, na noite anterior, que assinou um adicional ao acordo com a Oi e recebeu mais de 5 milhões de euros que estavam depositados numa conta escrow.

O início negativo do PSI evidencia a sensibilidade do mercado português ao desempenho dos seus títulos de maior capitalização, mesmo quando algumas cotadas beneficiam de fatores externos, como a valorização do petróleo. A evolução da sessão deverá continuar a depender do comportamento do setor energético e da capacidade dos pesos-pesados travarem a pressão descendente sobre o índice.

Na nossa publicação anterior sobre o fecho do PSI em baixa moderada, destacámos que o índice terminou a sessão a recuar, acompanhando a maioria das bolsas europeias. Sublinhámos a pressão das energéticas — com Galp e o grupo EDP entre as principais quedas — num contexto de cautela dos investidores perante o conflito no Médio Oriente e os sinais da inflação nos EUA, enquanto o BCP ajudou a limitar perdas mais acentuadas.

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