BCP reforça recompra de ações e passa a deter 1,45% do capital

BCP reforça recompra de ações e passa a deter 1,45% do capital
BCP amplia recompra de ações

O Banco Comercial Português avança na execução do programa de recompra de ações aprovado para este ano, depois de já ter investido mais de 232 milhões de euros na operação. O plano pode ir até 407 milhões de euros e decorre entre 4 de junho e 4 de dezembro, com possibilidade de terminar mais cedo se os limites definidos forem atingidos.

Destaques

  • BCP adquiriu 214.287.759 ações próprias por 232.613.346 euros, passando a deter 1,45% do capital social.
  • O plano de recompra, aprovado em maio, tem teto máximo de 407 milhões de euros e vigora de 4 de junho a 4 de dezembro.
  • A recompra sinaliza continuidade da estratégia de gestão de capital do BCP e reduz gradualmente o montante ainda disponível no programa.

Execução do programa até dezembro

Segundo Jornal de Negócios, em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, o BCP informa que adquiriu até agora 214.287.759 ações no âmbito do seu programa de recompra, por um montante total de 232.613.346 euros.

Com esta operação, o banco passa a deter 214.287.759 ações próprias, equivalentes a 1,45% do capital social. A atualização foi divulgada esta sexta-feira no âmbito da execução em curso do programa.

O plano de recompra foi aprovado em maio e prevê um valor máximo de 407 milhões de euros. O período de execução decorre entre 4 de junho e 4 de dezembro deste ano.

Impacto na gestão de capital do banco

A possibilidade de cessação antecipada mantém-se, quer por decisão do próprio BCP, quer no caso de ser atingido o número máximo de ações a adquirir ou o montante financeiro máximo previsto para a operação.

O avanço da recompra sinaliza continuidade na estratégia de gestão de capital do banco e reduz gradualmente o montante ainda disponível dentro do programa. Para o mercado, a evolução deste plano oferece uma indicação direta sobre o ritmo de utilização dos 407 milhões de euros autorizados.

Na nossa matéria anterior sobre o avanço dos fundos imobiliários (FIIs) no varejo tradicional, destacamos que essa classe de ativos liderou o crescimento no primeiro semestre, com alta de 56% no volume investido mesmo com a Selic elevada. O texto mostrou que a busca por renda mensal, descontos em relação ao valor patrimonial e, em alguns casos, a isenção fiscal ajudaram a sustentar o interesse, enquanto os FIIs de recebíveis ganharam espaço com retornos atrelados à inflação e ao CDI.

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