PSI avança com ganhos da EDPR e Jerónimo Martins, BCP recua apesar de subida de rating
A bolsa de Lisboa encerra a sessão de terça-feira em alta, acompanhando a maioria das principais praças europeias num contexto de sinais de aproximação entre os U.S. e o Irão sobre um acordo para normalizar o tráfego no estreito de Ormuz. O PSI soma 0,41% para 9.656,71 pontos e regista a segunda sessão consecutiva de ganhos, com 10 dos 16 títulos no verde.
Destaques
- PSI fecha em 9.656,71 pontos, impulsionado pelas subidas da EDPR (+2,96% para 13,22 euros) e Jerónimo Martins (+2,29% para 18,30 euros).
- Jerónimo Martins destaca-se com revisão em alta da recomendação para 'comprar' pelo Jefferies e aumento do preço-alvo da ação.
- BCP recua 1,60% para 1,1675 euros, contrariando o aumento do rating da dívida pela DBRS para A, refletindo pressão vendedora mesmo após melhoria do crédito.
Desempenho da sessão em Lisboa
Segundo o Jornal de Negócios, o principal índice da praça lisboeta fecha nos 9.656,71 pontos, sustentado pelo avanço de várias cotadas de maior peso e pela tendência positiva dominante na Europa.A EDPR lidera as subidas ao valorizar 2,96% para 13,22 euros, seguida pela Jerónimo Martins, que ganha 2,29% para 18,30 euros. A retalhista beneficia da revisão em alta da recomendação do Jefferies para “comprar”, anunciada na segunda-feira, juntamente com um aumento do preço-alvo da ação.
Impacto setorial e comportamento das cotadas
Entre os 16 títulos do PSI, 10 encerram em terreno positivo, prolongando o movimento de recuperação da sessão anterior e refletindo uma melhoria do sentimento dos investidores.No lado das perdas, o BCP termina no fundo da tabela ao cair 1,60% para 1,1675 euros. A descida ocorre apesar de a DBRS ter elevado na segunda-feira o rating da dívida sénior não garantida do banco para A, sinalizando que a melhoria da avaliação de crédito não impede pressão vendedora sobre a ação nesta sessão.
Na nossa publicação anterior sobre a subida do rating do Millennium bcp pela DBRS, explicámos que a agência melhorou a notação da dívida sénior não garantida para A, mantendo uma perspetiva estável, e elevou também o rating de depósitos. O texto destacou que a decisão assentou na forte geração de resultados, resiliência da margem financeira, disciplina de custos e melhoria contínua da qualidade dos ativos, fatores que podem influenciar a perceção de risco e os custos de financiamento do banco.
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