B3 amplia base de ETFs para 862 mil CPFs no segundo trimestre de 2026

B3 amplia base de ETFs para 862 mil CPFs no segundo trimestre de 2026
ETFs batem recorde na B3

O mercado brasileiro de fundos de índice mantém ritmo de expansão em 2026, com avanço da participação de pessoas físicas na B3 ao longo do primeiro semestre. No fim do segundo trimestre, a base de investidores em ETFs chega a 862 mil CPFs e o valor em custódia soma R$ 35,1 bilhões.

Destaques

  • A base de investidores pessoas físicas com ETFs na B3 salta 34% em 12 meses, de 639 mil em junho de 2025 para 862 mil no fim do segundo trimestre de 2026.
  • O valor em custódia de ETFs na B3 cresce R$ 8,2 bilhões no período, avançando 62% e chegando a R$ 35,1 bilhões.
  • A B3 lista 62 novos ETFs em 2025, encerrando o ano com cerca de 180 fundos de índice disponíveis e ampliando a diversificação dos produtos ofertados.

Crescimento dos ETFs e novos aportes

Segundo B3, citando boletim da B3, a base de pessoas físicas com ETFs em carteira sobe de 639 mil em junho de 2025 para 862 mil no encerramento do segundo trimestre de 2026, um acréscimo de 223 mil investidores em 12 meses, equivalente a 34%. No mesmo intervalo, o valor em custódia avança R$ 8,2 bilhões, de R$ 26,9 bilhões para R$ 35,1 bilhões, alta de 62%.

Os dados integram o boletim “Análise da Evolução dos Investidores na B3”, referente ao segundo trimestre de 2026. Os ETFs, ou Exchange Traded Funds, acompanham indicadores de mercado e permitem acesso a classes como ações, fundos imobiliários, criptomoedas e índices internacionais, com negociação em bolsa e investimento em reais.

A trajetória dá continuidade ao movimento visto em 2025. Entre dezembro de 2024 e dezembro de 2025, a base de investidores em ETFs cresce 24%, de 581,6 mil para 721,7 mil CPFs, enquanto o valor em custódia aumenta 49%, de R$ 18,1 bilhões para R$ 26,9 bilhões.

Oferta maior reforça diversificação

A expansão da base acompanha o aumento da oferta de produtos na bolsa brasileira. Apenas em 2025, a B3 lista 62 novos ETFs e encerra o ano com cerca de 180 fundos de índice disponíveis, incluindo alternativas de renda fixa, criptomoedas, ações brasileiras e internacionais, além de estratégias ligadas a setores, tendências de mercado e temas ESG.

Segundo Felipe Paiva, diretor de Relacionamento com Clientes e Pessoa Física da B3, o ETF ganha espaço crescente na alocação de portfólios por agentes financeiros, corretoras, bancos, assessores de investimentos e gerentes. Ele afirma que, em seis meses, a base adiciona cerca de 140 mil investidores e o valor em custódia avança 30%, movimento que, segundo o executivo, sustenta a necessidade de ampliar a oferta de produtos e soluções para diferentes perfis e objetivos de investimento.

Além dos ETFs, a B3 informa que ações, fundos listados, renda fixa e Tesouro Direto também ampliam sua base de investidores, sinalizando uma diversificação mais ampla do investimento de pessoas físicas no mercado de capitais brasileiro.

O avanço dos fundos imobiliários (FIIs) no varejo tradicional foi tema de uma análise que publicamos anteriormente, mostrando que o volume investido na classe cresceu 56% no primeiro semestre, mesmo com a Selic elevada. O texto destacou que a busca por renda mensal, possíveis descontos em relação ao valor patrimonial e, em alguns casos, a isenção de IR ajudaram a sustentar o apetite do investidor. Também apontamos o papel dos FIIs de recebíveis e a importância de avaliar qualidade de crédito e gestão para entender a consistência dos rendimentos.

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