Pavlo Kot

Veterano do Bitcoin Core Peter Todd entra na MARA Foundation

Veterano do Bitcoin Core Peter Todd entra na MARA Foundation
Peter Todd entra na MARA Foundation para liderar o Slipstream

​O veterano do Bitcoin Core Peter Todd entrou para a MARA Foundation como principal mantenedor do Slipstream, um serviço de mempool privada que permite enviar transações diretamente ao pool de mineração da MARA. Em 2024, a HBO apontou Todd como um possível criador do Bitcoin, Satoshi Nakamoto, embora o desenvolvedor tenha rejeitado a alegação.

Este artigo foi traduzido do original. Leia a versão original do nosso correspondente aqui.

Em sua nova função, Todd se concentrará no desenvolvimento do Slipstream como uma plataforma para experimentos com Bitcoin. As áreas de pesquisa incluem segurança clássica e pós-quântica, além de testar novos mecanismos sem fazer alterações no protocolo base.

Todd há muito tempo participa do desenvolvimento do Bitcoin Core. Ele foi coautor da BIP 125, contribuiu para o desenvolvimento do mecanismo Replace-by-Fee e criou o OpenTimestamps, um sistema que usa o Bitcoin para comprovar que dados existiam em um momento específico.

Todd fará experimentos com Bitcoin

O Slipstream permite que transações sejam enviadas diretamente ao MARA Pool, contornando a rede pública peer-to-peer até serem incluídas em um bloco. O serviço também oferece suporte a transações não padronizadas que nós comuns podem não retransmitir.

Um dos primeiros casos de uso notáveis do Slipstream foi a publicação de grandes inscrições de Ordinals. Posteriormente, a MARA passou a usar a infraestrutura para pesquisas, incluindo Quantum Safe Bitcoin e Binohash, um método para emular covenants sem um soft fork.

Todd desenvolveu anteriormente o Libre Relay, um fork do Bitcoin Core com regras menos restritivas para a retransmissão de transações não padronizadas. Ele defende que a política da mempool deve considerar os interesses econômicos dos mineradores e a demanda do mercado por diferentes tipos de transações.

O desenvolvedor afirmou que planeja usar o Slipstream como campo de testes para desenvolvimento experimental e inovação no nível de protocolo. As transações enviadas pelo serviço continuam sujeitas aos termos de uso da MARA e às leis aplicáveis.

O Slipstream ajudou a movimentar mais de 10.000 BTC

Em 2026, o serviço recebeu atenção adicional após a descoberta de uma vulnerabilidade no firmware da carteira de hardware Coldcard. Proprietários de carteiras multisig afetadas usaram o Slipstream para reduzir a exposição de informações de chave pública ao mover seus ativos.

Segundo a MARA Foundation, mais de 10.000 BTC foram movimentados dessa forma a partir das carteiras afetadas. A organização também vê a capacidade de manter determinadas informações privadas até a confirmação de uma transação como uma ferramenta para pesquisas sobre a segurança do Bitcoin.

Enquanto isso, a MARA está expandindo seu negócio de infraestrutura para além da mineração tradicional. A empresa revelou planos para um campus de 1.200 acres no Condado de Matagorda, Texas, com capacidade de até 2 GW, incluindo infraestrutura projetada para inteligência artificial.

Anteriormente, informamos que a MARA vendeu US$ 1,63 bilhão em Bitcoin como parte de uma mudança em sua estratégia de gestão de reservas. A empresa começou a usar seu BTC acumulado de forma mais ativa para financiar operações e o desenvolvimento dos negócios.

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