PSI prolonga quedas com construtoras e BCP a pressionarem bolsa de Lisboa

PSI prolonga quedas com construtoras e BCP a pressionarem bolsa de Lisboa
PSI prolonga quedas hoje

A bolsa de Lisboa encerra a primeira sessão da semana em terreno negativo, acompanhando as perdas das restantes praças europeias num contexto de renovada incerteza geopolítica no Médio Oriente. A suspensão das negociações entre o Irão e os U.S. após ataques israelitas no Líbano agrava a aversão ao risco e contribui para o quinto fecho consecutivo em baixa do índice português.

Destaques

  • O PSI recua 1,27% para 8.960,24 pontos, registando a quinta sessão consecutiva de perdas, com 14 dos 16 títulos no vermelho.
  • Teixeira Duarte cai 4,07% para 0,413 euros, Mota-Engil perde 2,99% para 4,610 euros e BCP desce 3,48% para 0,9386 euros, influenciado pela entrada em ex-dividendo.
  • Galp avança 1,82% para 18,98 euros e EDPR sobe 0,21% para 14,20 euros, contrariando a tendência negativa do PSI e limitando as perdas.

Queda do PSI marcada por banca e construção

Como noticiou o Jornal de Negócios, o PSI recua 1,27% para 8.960,24 pontos, com 14 dos 16 títulos do índice a terminarem no vermelho. O principal índice da praça portuguesa regista um desempenho pior do que o dos principais mercados europeus e soma a quinta sessão consecutiva de perdas.

Entre os títulos com maior pressão sobre o índice destacam-se as construtoras e o BCP. A Teixeira Duarte lidera as descidas ao cair 4,07% para 0,413 euros, enquanto a Mota-Engil perde 2,99% para 4,610 euros. O BCP cede 3,48% para 0,9386 euros, também influenciado pelo efeito técnico de entrada em ex-dividendo nesta segunda-feira.

Galp e EDPR limitam perdas no mercado português

Do lado das subidas, apenas a Galp e a EDPR conseguem fechar em alta, contrariando a tendência dominante no mercado nacional. A petrolífera avança 1,82% para 18,98 euros e a elétrica soma 0,21% para 14,20 euros.

O comportamento da bolsa de Lisboa reflete um ambiente de maior cautela nos mercados europeus, com os investidores a reagirem ao agravamento das tensões no Médio Oriente. Para o mercado português, a pressão concentrada em setores com peso relevante, como banca e construção, amplia o impacto da correção face às congéneres da região.

Na nossa publicação anterior, analisámos a queda ligeira do PSI no arranque da sessão, num dia em que o BCP pressionou o índice ao negociar em ex-dividendo. Também destacámos como o setor energético (com Galp, EDP e EDPR) ajudou a sustentar parte do mercado, num contexto de datas-chave de dividendos e outros eventos societários com impacto na negociação.

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