Nestlé Portugal vai reduzir 88 postos de trabalho até 2027

Nestlé Portugal vai reduzir 88 postos de trabalho até 2027
Nestlé corta empregos em PT

A reestruturação global da Nestlé passa também por Portugal e deverá afetar uma parte limitada da operação local ao longo dos próximos 18 meses. A empresa tinha 3.147 trabalhadores no país no final de março e estima que o processo atinja cerca de 2,8% da força de trabalho nacional.

Destaques

  • Nestlé Portugal vai eliminar 88 postos de trabalho até 2027, enquadrando-se no plano global da Nestlé de cortar 16 mil empregos mundialmente.
  • A medida, comunicada aos trabalhadores em abril, afetará diversas unidades em Portugal durante os próximos 18 meses sem detalhar a distribuição dos cortes.
  • A empresa assegura que os cortes terão acompanhamento individual e seguirão a legislação laboral portuguesa, impactando a operação industrial e logística local.

Plano de reestruturação e alcance em Portugal

Como adiantou o Jornal de Negócios, a Nestlé Portugal prevê cortar 88 postos de trabalho até 2027, no quadro do plano global de reestruturação anunciado pela multinacional suíça, que aponta para a eliminação de 16 mil empregos em todo o mundo.

Segundo a empresa, os trabalhadores foram informados em abril de que o processo terá impacto na operação nacional ao longo dos próximos 18 meses. A Nestlé enquadra a medida numa revisão organizacional destinada a reforçar a competitividade e a agilidade da sua estrutura.

Impacto nas operações e enquadramento laboral

A empresa não detalha como os cortes serão distribuídos pelas diferentes unidades que mantém em Portugal, incluindo as fábricas do Porto e de Avanca, o centro de distribuição de Avanca, as delegações regionais e a sede em Linda-a-Velha.

A Nestlé assegura que o processo será conduzido em conformidade com a legislação laboral portuguesa e com acompanhamento individual dos trabalhadores abrangidos. A redução de efetivos insere-se num esforço mais amplo de ajustamento operacional, com efeitos na organização local e no emprego industrial e logístico ligado ao grupo no país.

Na nossa publicação, analisámos como a competitividade energética tem sido apontada como um trunfo de Portugal para atrair investimento e localização industrial, num momento de reconfiguração das cadeias produtivas na Europa. O texto destacava que empresas e investidores valorizam custos e previsibilidade de abastecimento, mas que financiamento e regulação continuam a pesar nas decisões. Também referimos medidas em discussão para acelerar licenciamentos e reduzir burocracia, com o objetivo de reforçar a atratividade do país para novos projetos.

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