PSI recua com conflito no Médio Oriente a pressionar banca e cotadas expostas

PSI recua com conflito no Médio Oriente a pressionar banca e cotadas expostas
PSI pressiona com conflito

A bolsa de Lisboa arranca a sessão de quarta-feira em baixa, num contexto de maior aversão ao risco nos mercados europeus. O PSI desce 0,43% para 9.209,76 pontos às 08:14, enquanto a subida do petróleo sustenta ganhos da Galp.

Destaques

  • O PSI recua no início da sessão com queda acompanhando Paris (-0,80%) e Amesterdão (-0,10%), pressionado pelo retorno do conflito no Médio Oriente.
  • O BCP cai 2,85% para 1,0405 euros após corte de recomendação da Goldman Sachs de 'comprar' para 'neutral', apesar da elevação do preço-alvo.
  • Galp lidera as valorizações ao subir 2,32% para 19,39 euros, beneficiando de uma alta de 3% nos preços do petróleo devido à instabilidade no Médio Oriente.

Queda inicial acompanha bolsas europeias

Segundo o Jornal de Negócios, a praça portuguesa negoceia em terreno negativo no arranque da sessão, em linha com as perdas registadas em Paris, que cai 0,80%, e em Amesterdão, que recua 0,10%. O movimento surge num dia marcado pelo regresso do conflito no Médio Oriente, fator que está a penalizar o sentimento dos investidores.

Depois de a sessão de terça-feira ter terminado com uma subida de 0,35%, o PSI volta a recuar, com dez cotadas no vermelho, uma inalterada, a REN, e cinco em alta. Entre as maiores quedas está o BCP, que perde 2,85% para 1,0405 euros por ação, depois de a Goldman Sachs ter cortado a recomendação para os títulos do banco de “comprar” para “neutral”, apesar de uma revisão em alta do preço-alvo para os próximos 12 meses.

Também a Mota-Engil, com descida de 1,48%, e a Jerónimo Martins, com queda de 1,42%, figuram entre as cotadas mais pressionadas, num reflexo da maior sensibilidade ao enquadramento internacional.

Petróleo sustenta energia no índice português

Do lado das subidas, a Galp lidera os ganhos com uma valorização de 2,32% para 19,39 euros por ação, um nível que não era atingido desde 11 de junho. A petrolífera beneficia da subida de 3% nos preços do petróleo nesta quarta-feira, impulsionada pela instabilidade no Médio Oriente.

Entre as restantes cotadas em alta no início da sessão estão a EDP Renováveis, que sobe 0,50%, a Navigator e a Semapa, ambas com ganho de 0,24%, e a EDP, que avança 0,18%. O comportamento destas ações ajuda a limitar a queda do índice, mas não evita o predomínio do sentimento negativo no mercado português.

Na nossa publicação, os preços do petróleo dispararam após novos ataques dos EUA ao Irão e incidentes com navios comerciais perto do Estreito de Hormuz, reacendendo receios sobre a segurança de uma rota crítica para o abastecimento global. O Brent e o WTI avançaram mais de 3% com o mercado a voltar a precificar o risco geopolítico, num contexto em que sanções adicionais também aumentaram a tensão e a volatilidade nos ativos.

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