PSI recua 1,77% com tensão no Médio Oriente a pressionar bolsa de Lisboa

PSI recua 1,77% com tensão no Médio Oriente a pressionar bolsa de Lisboa
PSI cai com tensão

A escalada militar no Médio Oriente está a penalizar os mercados acionistas e arrasta Lisboa para uma sessão de perdas generalizadas. A exceção no PSI foi a Galp, que beneficia da forte subida do petróleo num dia em que o Brent avança para perto dos 80 dólares por barril.

Destaques

  • O PSI caiu 1,77% para 9.085,24 pontos, com todas as cotadas em queda exceto Galp, devido à escalada de tensões no Médio Oriente.
  • A Teixeira Duarte liderou as perdas com queda de 5,28% para 0,502 euros, seguida por BCP (-4,48%, 1,023 euros) e Jerónimo Martins (-4,37%, 16,18 euros).
  • Galp destacou-se com alta de 4,2% para 19,74 euros, acompanhando a subida do Brent em 7,95% para 80,05 dólares e impulsionando o setor petrolífero.

Queda generalizada na sessão de Lisboa

Como reporta o Jornal de Negócios, os desenvolvimentos no conflito do Médio Oriente, com os U.S. a atacarem alvos no Irão depois de três navios terem sido atingidos no estreito de Ormuz, derrubam as principais praças mundiais e afetam também a bolsa de Lisboa.

O PSI cai 1,77%, para 9.085,24 pontos, com todas as cotadas em terreno negativo, exceto a Galp. A Teixeira Duarte lidera as perdas ao tombar 5,28%, para 0,502 euros, enquanto a pressão entre os pesos pesados vem do BCP e da Jerónimo Martins.

O BCP recua 4,48%, para 1,023 euros, e a dona do Pingo Doce perde 4,37%, encerrando nos 16,18 euros. Entre as quedas mais acentuadas seguem também os CTT, com menos 3,68%, e a Mota-Engil, com menos 3,65%.

A família EDP acompanha o movimento negativo da sessão. A EDPR desce 2,55%, para 13,76 euros, e a EDP cede 1,36%, terminando nos 4,483 euros.

Galp destaca-se com subida do petróleo

A Galp é a única cotada a fechar no verde, em linha com o comportamento das empresas do setor de oil&gas nos mercados internacionais. As ações da petrolífera sobem 4,2%, para 19,74 euros.

O desempenho da empresa acompanha a valorização do crude, num contexto em que os investidores reagem ao risco acrescido para a circulação energética na região. O barril de Brent sobe 7,95% e negoceia nos 80,05 dólares, reforçando o apoio ao setor petrolífero num dia de forte aversão ao risco.

Na nossa análise anterior sobre a subida do petróleo após novos ataques dos EUA ao Irão, destacámos como os incidentes com navios comerciais perto do Estreito de Ormuz reacenderam o prémio de risco no crude. Explicámos ainda que, além da escalada militar, o endurecimento de medidas económicas e o aumento do nível de ameaça à navegação podem encarecer seguros e atrasar cargas, amplificando a volatilidade nos preços do Brent e do WTI.

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