EDP suspende processo de denúncia do acordo coletivo até 31 de outubro

EDP suspende processo de denúncia do acordo coletivo até 31 de outubro
EDP pausa denúncia sindical

As negociações laborais no Grupo EDP ganham novo fôlego depois de a empresa aceitar travar temporariamente o processo de denúncia do acordo coletivo de trabalho. A suspensão até 31 de outubro abre espaço para retomar discussões com os sindicatos sobre carreiras e outras matérias, sob acompanhamento do Conselho Económico e Social.

Destaques

  • EDP suspendeu até 31 de outubro o processo de denúncia do Acordo Coletivo de Trabalho, permitindo retomar negociações laborais com sindicatos.
  • A negociação entre EDP e estruturas sindicais vai focar-se na revisão das carreiras e em matérias laborais relevantes, sem pressão da caducidade do ACT.
  • Nova reunião do Conselho Económico e Social está agendada para o final de outubro, quando poderá ser decidido se o processo de caducidade prossegue ou termina.

Suspensão abre nova fase negocial

Segundo o Jornal de Negócios, citando o Sindel, a EDP aceitou suspender até 31 de outubro o processo de denúncia do Acordo Coletivo de Trabalho, após uma reunião no Conselho Económico e Social e uma sessão de conciliação realizada com a empresa. A decisão surge depois de o sindicato ter sido ouvido na terça-feira no âmbito deste processo.

Segundo o sindicato, a empresa compromete-se também a retomar com as estruturas sindicais a discussão sobre a revisão das carreiras e outras matérias laborais. Para o Sindel, esta suspensão permite que a negociação prossiga fora do quadro de pressão criado pela possibilidade de caducidade do ACT.

O sindicato reafirma que vai defender o modelo de carreiras que já tinha apresentado e que, segundo indica, se encontrava praticamente concluído. O Sindel diz ainda manter disponibilidade total para negociar todas as matérias consideradas relevantes para os trabalhadores do Grupo EDP.

CES acompanha impasse e próximos passos

Está prevista uma nova reunião no Conselho Económico e Social no final de outubro, momento em que poderá ser reavaliado o estado das negociações entre as partes. Se o impasse persistir após esse encontro, caberá ao CES pronunciar-se sobre a fundamentação apresentada pela EDP, podendo o processo de caducidade ser retomado ou terminado.

O diferendo tem origem no pedido apresentado em novembro de 2025 pela Fiequimetal, afeta à CGTP, para apreciação dos motivos económicos e estruturais invocados pela EDP para denunciar o ACT. Contactada anteriormente pela Lusa, a empresa disse pretender atualizar um acordo em vigor há mais de uma década, com o objetivo de aplicar medidas que considera mais justas, atuais e alinhadas com as melhores práticas de mercado, bem como com o plano de negócios do grupo.

Na nossa publicação anterior sobre o alerta de cibersegurança na China relativo ao Claude Code, analisámos como a telemetria e a possível transferência de metadados podem criar riscos de conformidade para equipas e empresas em Portugal. O caso destacou a necessidade de reforçar a governação — tanto interna como regulatória — para lidar com regras divergentes entre a UE, a China e os EUA e limitar impactos operacionais e financeiros.

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