Bmg tem queda no lucro trimestral e ROE menor no Brasil
Num trimestre de pressão maior sobre a rentabilidade, o Bmg regista lucro líquido de R$141 milhões no terceiro trimestre, com queda de 4,7% face ao mesmo período do ano passado. A margem financeira avança quase 16%, para R$1,56 mil milhões, enquanto o retorno sobre o património líquido médio recua para 13,6%.
Destaques
- Bmg reporta queda do lucro trimestral e ROE de 13,6%, inferior aos 16,6% registrados um ano antes.
- A carteira de crédito fecha setembro em R$23 bilhões, abaixo dos R$23,5 bilhões de setembro do ano anterior, refletindo revisão do mix de produtos.
- As provisões aumentam no trimestre, mas o banco observa recuo na inadimplência de curto prazo e menor atraso em empréstimos consignados privados recentes.
Resultados do trimestre e evolução da carteira
Segundo InfoMoney, citando a Reuters, o banco divulga no balanço desta quinta-feira que atravessa um trimestre marcado por deterioração da rentabilidade, apesar da expansão da margem financeira.O retorno sobre o património líquido médio desce para 13,6%, ante 16,6% um ano antes. Ao mesmo tempo, a carteira de crédito encerra setembro em R$23 mil milhões, abaixo dos R$23,5 mil milhões registados no mesmo mês do ano passado.
De acordo com o banco, esse movimento reflete uma revisão do mix de produtos e a priorização de operações com melhor relação entre risco e retorno.
Pressão nas provisões e sinais de melhoria
O presidente-executivo da instituição, Felix Cardamone, afirma que a pressão sobre as provisões é mais intensa no trimestre, embora já existam sinais de melhoria na qualidade mais recente da carteira.Segundo o executivo, os empréstimos mais recentes do consignado privado mostram menos atrasos, enquanto a inadimplência de curto prazo também recua. Para o banco, esses indicadores sugerem que a pressão pode começar a diminuir nos próximos trimestres.
Na nossa matéria anterior sobre a temporada de balanços do 3T26 na B3, reunimos o calendário de divulgações e destacámos as datas mais relevantes para o mercado, num período de forte concentração no início de novembro. Também assinalámos que, entre os bancos, a expectativa era de maior pressão de inadimplência e provisões, o que poderia afetar lucros e a qualidade dos ativos, além de manter o setor sensível a mudanças no ambiente macro e regulatório.
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