Banco Central decreta liquidação extrajudicial da MW em Santa Catarina
A intervenção do Banco Central sobre a MW Instituição de Pagamento atinge uma empresa sediada em Joinville e abre uma nova frente de fiscalização no setor de meios de pagamento. A autarquia afirma que a instituição tem baixa relevância no Sistema Financeiro Nacional, com menos de 0,0002% do ativo total.
Destaques
- Banco Central decretou em 29 de fevereiro a liquidação extrajudicial da MW Instituição de Pagamento, sediada em Joinville, Santa Catarina.
- A decisão foi tomada após constatação de graves violações às normas do Sistema de Pagamentos Brasileiro e às atividades reguladas pelo BC.
- BC determinou indisponibilidade dos bens dos controladores e ex-administradores da MW, ressaltando o baixo impacto sistêmico devido à baixa representatividade da empresa.
Medida do BC e fundamentos da decisão
Segundo InfoMoney, citando o Banco Central, a liquidação extrajudicial da MW Instituição de Pagamento foi decretada nesta quinta-feira, 29, em ato assinado pelo presidente da autarquia, Gabriel Galípolo.A decisão envolve a instituição com sede em Joinville, em Santa Catarina. O BC diz que a medida foi motivada pela constatação de graves violações às normas do Sistema de Pagamentos Brasileiro e às atividades da empresa.
Efeitos regulatórios e próximos desdobramentos
A autarquia afirma que continuará adotando as medidas cabíveis para apurar responsabilidades dentro de suas competências legais. Segundo o BC, o resultado das apurações pode levar à aplicação de sanções administrativas e a comunicações às autoridades competentes, observadas as disposições legais.Nos termos da lei, os bens dos controladores e dos ex-administradores da instituição ficam indisponíveis a partir desta quinta-feira. Ao destacar a baixa representatividade da MW no Sistema Financeiro Nacional, o BC sinaliza que o impacto sistémico da liquidação tende a ser limitado, embora a decisão reforce a supervisão sobre o mercado de pagamentos no Brasil.
Numa notícia anterior, abordámos as buscas da Polícia Judiciária e da Autoridade Tributária ao Banco Carregosa e ao BAI Europa no âmbito de uma investigação por suspeitas de fraude no IMT ligada a esquemas com sociedades usadas em transações imobiliárias. No texto, o banco afirmou não prever efeitos materiais na sua atividade ou resultados e disse que as alegadas práticas ilícitas lhe são alheias, mantendo a colaboração com as autoridades enquanto o inquérito segue em segredo de justiça.
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