Brasil Drex vai além dos títulos, abrindo novas possibilidades de tokenização

Brasil Drex vai além dos títulos, abrindo novas possibilidades de tokenização
Brasil Drex vai além dos títulos

O Banco Central do Brasil está avançando seu projeto de moeda digital, Drex, além dos títulos financeiros, introduzindo uma nova fase que permitirá a tokenização de ativos do mundo real, como imóveis e veículos.

Este artigo foi traduzido do original. Leia a versão original do nosso correspondente aqui.

Essa transformação poderia agilizar as transações usando contratos inteligentes baseados em blockchain, reduzindo a dependência de intermediários, de acordo com a Livecoins.

Alargar o âmbito da Drex

Inicialmente focado em títulos públicos, o Drex está agora a ser testado por instituições financeiras para aplicações mais amplas. A tokenização de ativos - convertendo ativos físicos em tokens digitais - permitirá transações seguras e automatizadas dentro de um ecossistema digital regulamentado. Os especialistas acreditam que essa mudança aumentará a transparência e a eficiência nas transferências de ativos.

"O Drex será tokenizado, ou seja, será representado por tokens digitais registrados em um livro-razão distribuído", explica Samara Rodrigues de Lima, gerente de produtos digitais da Topaz, empresa de tecnologia especializada em soluções financeiras digitais. Ela destaca que, em breve, a compra de imóveis e carros poderá ser realizada por meio de contratos inteligentes, garantindo a transferência de propriedade sem problemas.

Flávio Gaspar, Chief Product Officer da Topaz, observa que o Drex vai permitir "transações atômicas", em que a transferência de propriedade e a liquidação do pagamento ocorrem simultaneamente via blockchain. Isso elimina etapas separadas em bancos e cartórios, criando um processo mais eficiente.

Para que o Drex atinja todo o seu potencial, os organismos reguladores, incluindo os cartórios notariais, devem adaptar-se aos sistemas de registo digital. As instituições financeiras e os fornecedores de tecnologia, como a Topaz, estão a trabalhar para criar a infraestrutura necessária.

Com um possível lançamento em junho de 2025, o Drex está pronto para redefinir o cenário financeiro do Brasil, oferecendo um método mais acessível, seguro e simplificado para transações envolvendo ativos do mundo real.

Enquanto isso, o Brasil solidificou seu status como líder global em criptografia, com 26 milhões de cidadãos - 12% da população - possuindo ativos digitais. Isso coloca o país em sexto lugar no mundo em adoção de criptografia, destacando seu crescente impacto no setor.

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