A PEI Licensing leva a Pudgy Penguins aos tribunais por violação de marca registrada.
A Pudgy Penguins NFT tornou-se o centro de uma disputa legal após ser acusada de violação de marca registrada. A PEI Licensing, proprietária da marca de roupas Penguin, entrou com uma ação judicial alegando que a Pudgy Penguins invadiu seus negócios na produção de brinquedos de pelúcia e roupas.
Destaques
- A Pudgy Penguins NFT enfrenta um processo de marca registrada da PEI Licensing sobre brinquedos e vestuário.
- Somente as vendas de brinquedos de pelúcia geraram US$ 13 milhões, com a receita total de 2025 podendo chegar a US$ 50 milhões.
- Existem precedentes legais para NFTs, mas esse caso envolve a expansão do mercado virtual para o físico, o que o torna único.
Este artigo foi traduzido do original. Leia a versão original do nosso correspondente aqui.
Desvirtualização de NFTs
A ação judicial tem origem no fato de que a Pudgy Penguins vendeu mais de 1 milhão de brinquedos de pelúcia e lançou uma linha de roupas vendida junto com os NFTs, integrando-os à estratégia comercial da empresa.
A PEI Licensing, proprietária da marca Penguin, fundada em 1955, alega que enviou uma carta de cessação e desistência à Pudgy Penguins em outubro de 2023, que teria sido ignorada, permitindo que a produção continuasse e reduzindo o valor da marca Penguin.
"O réu sabia ou deveria saber que o uso não autorizado de nossas marcas registradas causaria danos por meio de engano, omissão ou práticas que poderiam enganar os consumidores, criando a falsa impressão de afiliação com a PEI", declarou a equipe jurídica da Penguin.
A PEI está agora buscando indenização monetária, incluindo todos os lucros das vendas contestadas, e solicita um julgamento com júri. Se for bem-sucedida, a empresa poderá reivindicar um pagamento significativo.
Somente as vendas de brinquedos de pelúcia por meio de grandes varejistas geraram mais de US$ 13 milhões em receita para a Pudgy Penguins. Considerando outros produtos físicos, a receita em 2025 poderia chegar a US$ 50 milhões, excluindo um adicional de US$ 10 milhões de mercadorias licenciadas.
NFTs no centro de disputas legais
Já existem precedentes legais em que os NFTs foram objeto de ações judiciais de alto nível.
Hermès vs. Mason Rothschild: A Hermès processou a coleção de NFTs MetaBirkins, que retratava bolsas Birkin com peles virtuais adicionadas. O tribunal decidiu que os NFTs infringiam as marcas registradas da Hermès e criavam confusão no consumidor, marcando uma das primeiras aplicações da lei de marcas registradas a ativos digitais.
Nike vs. StockX: a Nike processou um varejista on-line que vendia NFTs com tênis da Nike. O caso acabou sendo resolvido de forma confidencial.
No entanto, no caso PEI vs. Pudgy Penguins, a marca virtual se expandiu para o mundo físico, capturando inadvertidamente parte do mercado de um fabricante tradicional de bens de consumo - um cenário jurídico que parece não ter precedentes.
Como escrevemos, a pressão de compra eleva a Pudgy Penguins nas negociações de hoje
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