Pavlo Kot

Perdas com hacks de cripto caem 47% para US$ 1,3 bilhão no H12.026

Perdas com hacks de cripto caem 47% para US$ 1,3 bilhão no H12.026
Perdas com hacks de cripto

As perdas totais decorrentes de ataques a projetos de cripto atingiram US$ 1,32 bilhão no primeiro semestre de 2026, uma queda de 46,8% em relação ao ano anterior. No entanto, analistas da CertiK alertaram que o declínio cria uma impressão enganosa de melhoria na segurança, já que os invasores estão dependendo cada vez mais de técnicas mais sofisticadas e destrutivas.

Este artigo foi traduzido do original. Leia a versão original do nosso correspondente aqui.

De acordo com o relatório, os ataques de phishing foram responsáveis pelas maiores perdas no primeiro trimestre, totalizando US$ 508,2 milhões. No segundo trimestre, o comprometimento de carteiras tornou-se o principal vetor de ataque, resultando em perdas de US$ 807,5 milhões.

Mais de 70% das perdas totais durante o período vieram dos exploits da KelpDAO e do Drift Protocol, que acredita-se terem sido realizados por grupos de hackers ligados à Coreia do Norte.

De acordo com a TRM Labs, hackers norte-coreanos roubaram mais de US$ 6 bilhões em ativos cripto desde 2017.

Número de ataques continua a aumentar

A CertiK disse que o declínio nas perdas totais deveu-se em grande parte à ausência de uma violação comparável ao hack da Bybit, no qual os invasores roubaram cerca de US$ 1,4 bilhão em um único incidente.

Ao mesmo tempo, o ritmo geral dos ataques continua a acelerar, disseram os pesquisadores.

A TRM Labs chegou a uma conclusão semelhante. De acordo com seus dados, o número de incidentes registrados no primeiro semestre do ano aumentou de 83 para 207, marcando o maior total semestral na história da empresa. Cerca de 60% de todos os ataques envolveram a exploração de vulnerabilidades em contratos inteligentes.

Especialistas pedem proteção mais forte para chaves privadas

De acordo com a CertiK, as chaves privadas e os sistemas de gerenciamento de carteiras multissig (multisignature) continuam sendo as partes mais vulneráveis da infraestrutura Web3.

A empresa instou projetos de cripto e investidores institucionais a darem maior ênfase à proteção de chaves baseada em hardware. Também recomendou a adoção de configurações multissig e a distribuição de detentores de chaves por várias localizações geográficas para reduzir o risco operacional.

Os pesquisadores aconselharam ainda os usuários a manterem as seed phrases offline e nunca as compartilharem com terceiros.

De acordo com a PeckShield, hackers roubaram cerca de US$ 75,9 milhões em 40 grandes ataques em junho, uma queda de 7,1% em relação ao mês anterior. O maior incidente teve como alvo o Humanity Protocol. As perdas foram inicialmente estimadas em US$ 31 milhões, mas a investigação subsequente do projeto elevou o valor para aproximadamente US$ 36 milhões.

Anteriormente, pesquisadores da Coinspect alertaram sobre a vulnerabilidade Ill Bloom, que poderia afetar milhares de carteiras de cripto nas redes Bitcoin, Ethereum, Polygon, Rootstock, Tron e Solana. De acordo com a empresa, os invasores já roubaram mais de US$ 5 milhões desde o final de maio ao explorar a falha.

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