Bison Bank defende incentivos para atrair fortunas e investimento para Portugal
Portugal está a beneficiar da instabilidade internacional, mas continua sem valorizar plenamente a estabilidade e a segurança que pode oferecer a investidores com capacidade financeira. O CEO do Bison Bank defende uma estratégia de longo prazo para atrair capital, definir setores prioritários e criar incentivos para o investimento no espaço rural.
Destaques
- António Henriques, CEO do Bison Bank, defende incentivos para atrair fortunas e investimento para setores prioritários fora dos grandes centros urbanos em Portugal.
- Henriques propõe aumentar o custo de acesso à nacionalidade e alinhar uma visão estratégica de 50 anos com políticas claras de captação de investimento.
- O gestor destaca que a instabilidade global beneficia o setor de banca privada em Portugal e antecipa o crescimento dos criptoativos na gestão de fortunas diversificada.
Propostas para reforçar a atratividade do país
Como noticiou o Jornal de Negócios, António Henriques, CEO do Bison Bank, considera que Portugal deve tornar-se mais atrativo para pessoas com dinheiro e vontade de desenvolver o país. O responsável defende a definição dos setores económicos prioritários e o desenho de incentivos que promovam mais investimento fora dos grandes centros urbanos, em especial no espaço rural.Entre as medidas apontadas, António Henriques inclui o aumento do custo de acesso à nacionalidade. Na sua perspetiva, o país também precisa de clarificar o que pretende ser no horizonte dos próximos 50 anos, alinhando essa visão com uma política de captação de investimento e de criação de riqueza.
Impacto para a banca privada e gestão de fortunas
O gestor afirma que Portugal retira benefícios sempre que há instabilidade no mundo, apontando como exemplos a guerra no Médio Oriente e o que se passa nos U.S., além de episódios anteriores ligados à Turquia e à Argentina. Essa leitura enquadra-se na atividade do Bison Bank, um banco focado na gestão de fortunas, segmento em que a perceção de segurança e estabilidade pesa nas decisões de alocação de capital.Na entrevista, o responsável aborda ainda a sua experiência no Banif e a evolução esperada para a banca do futuro. Nesse cenário, antecipa um maior peso dos criptoativos numa gestão de fortunas que, segundo defende, exige diversificação por classes de ativos e por geografias.
Na nossa publicação anterior sobre os centros de dados em Portugal, explicámos que estes megaprojetos estão a ganhar peso como infraestruturas críticas, mas que a sua viabilidade depende cada vez mais da capacidade de execução, planeamento e gestão de risco, e não apenas do financiamento. Também sublinhámos que, apesar de o país poder posicionar-se como hub europeu, persistem entraves como energia, licenciamentos e estabilidade regulatória, que podem atrasar investimentos e aumentar a incerteza.
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