Portugal prepara taxa sobre lucros extraordinários das energéticas

Portugal prepara taxa sobre lucros extraordinários das energéticas
Nova taxa às energéticas

Portugal prepara uma nova taxa sobre os lucros extraordinários das empresas energéticas, retomando o modelo usado durante a crise dos preços dos combustíveis em 2022. A medida está a ser calibrada pelo Governo e deverá seguir em breve para o parlamento, numa decisão que Bruxelas deixa ao critério de cada Estado-membro.

Destaques

  • Portugal vai propor nova taxa sobre lucros extraordinários das energéticas, recuperando e ajustando o modelo adotado em 2022.
  • O ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, afirmou que a medida será adaptada ao contexto atual, aproveitando a experiência da crise dos combustíveis.
  • A decisão de implementação da taxa depende exclusivamente do governo português, após a Comissão Europeia delegar tal competência a cada Estado-membro.

Proposta retoma modelo aplicado em 2022

Como noticiou o Jornal de Negócios, o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, disse esta terça-feira, em Bruxelas, que o Governo vai avançar com taxas sobre ganhos extraordinários no setor da energia. O governante afirmou que o executivo vai recuperar as medidas adotadas em 2022, ajustá-las e melhorá-las antes de apresentar uma proposta ao parlamento.

Nas declarações aos jornalistas, o ministro indicou que o plano passa por aproveitar a experiência da anterior crise dos combustíveis para desenhar o novo mecanismo. A formulação final ainda está em preparação, mas o objetivo é adaptar o enquadramento anterior ao contexto atual do mercado energético.

Decisão nacional com impacto no setor energético

Joaquim Miranda Sarmento acrescentou que a Comissão Europeia deixou esta decisão nas mãos de cada Estado-membro. Isso significa que a adoção e o desenho concreto da taxa dependem agora da opção política de cada país, incluindo Portugal.

Para o setor energético, a iniciativa poderá traduzir-se num novo encargo sobre resultados considerados excecionais, reabrindo um instrumento fiscal usado em momentos de forte pressão sobre preços e margens. A notícia permanece em atualização.

Na nossa publicação anterior sobre a subida dos combustíveis em Portugal após o bloqueio do estreito de Ormuz, explicámos como a tensão na região sustentou o Brent em níveis elevados e se traduziu em aumentos imediatos do gasóleo e da gasolina. Também detalhámos os efeitos no orçamento das famílias e nos setores mais expostos — como transportes, turismo e indústria — e as opções de resposta pública que estavam a ser avaliadas para mitigar o impacto.

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