A bolsa de Lisboa arranca a última sessão da semana em alta, em linha com o sentimento positivo observado noutras praças europeias. O PSI avança 0,28% para 9.113,51 pontos, apoiado sobretudo pelas cotadas da construção e por ganhos em várias empresas de maior capitalização.
Destaques
- Mota-Engil lidera ganhos no PSI, subindo 1,49% para 4,758 euros após vencer consórcio ferroviário no Brasil avaliado em cerca de 730 milhões.
- O índice PSI é suportado pelas grandes cotadas EDP (+0,09%), EDP Renováveis (+0,28%), Jerónimo Martins (+0,33%) e BCP (+0,53%) às 08:14.
- Pharol destaca-se fora do principal índice ao valorizar 1,80% para 0,0735 euros, com mais de 36 mil títulos transacionados.
Arranque da sessão e motores da subida
Tal como avança o Jornal de Negócios, a praça lisboeta segue às 08:14 a trajetória positiva de mercados como Paris e Amesterdão, num contexto de maior otimismo internacional associado à possibilidade de um novo cessar-fogo no Irão a curto prazo.Entre os destaques da abertura está o setor da construção, que tende a beneficiar de fases de maior confiança nos mercados. A Mota-Engil sobe 1,49% para 4,758 euros por ação, também impulsionada pela notícia de que conquistou, em consórcio, um concurso ferroviário no Brasil com investimento previsto de cerca de 730 milhões. A Teixeira Duarte acompanha o movimento e ganha 1,17% para 0,432 euros.
Impacto nas principais cotadas e balanço do mercado
O índice é ainda sustentado por quatro das empresas mais valiosas do PSI. A EDP valoriza 0,09%, a EDP Renováveis avança 0,28%, a Jerónimo Martins sobe 0,33% e o BCP negoceia com ganho de 0,53%.No conjunto do mercado, 12 cotadas seguem em terreno positivo, uma mantém-se inalterada, a Sonae, e três registam quedas. Do lado negativo surgem a Altri, com menos 0,60%, a Semapa, com recuo de 0,42%, e a Galp, que desce 0,14%. Fora do índice principal, a Pharol destaca-se com uma valorização de 1,80% para 0,0735 euros por ação, com mais de 36 mil títulos transacionados.
A Semapa anunciou o arranque do pagamento do dividendo, após aprovação em assembleia-geral, com um dividendo bruto de 0,626 euros por ação e indicação das datas em que os títulos passam a negociar sem direito a esse valor. No mesmo contexto, o grupo enquadrou esta distribuição num ano em que os lucros de 2025 recuaram para 156,6 milhões de euros, pressionando a rentabilidade face a 2024.
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