Portugal acompanha resultados do PSI e dados do PIB em dia-chave para mercados

Portugal acompanha resultados do PSI e dados do PIB em dia-chave para mercados
PSI e PIB em foco

Os investidores acompanham esta quinta-feira uma agenda concentrada de resultados empresariais e indicadores macroeconómicos em Portugal e na Europa. O mercado segue ainda a reação às contas de várias cotadas do PSI, à decisão da Reserva Federal e à expectativa de manutenção dos juros pelo Banco de Inglaterra.

Destaques

  • REN aumentou os lucros em 150% para 36,2 milhões de euros no primeiro trimestre de 2025, impulsionada por tempestades em Portugal.
  • EDP, BCP e Sonae apresentaram aumentos nos lucros de 3% (732 milhões de euros), 12,7% (565,8 milhões de euros) e 20,5% (123 milhões de euros), enquanto Corticeira Amorim e Jerónimo Martins registaram quedas.
  • Meta teve aumento de 28% nas vendas mas lucros recuaram 14%, Microsoft cresceu receitas em 18% para $90 mil milhões e lucro líquido em 31% para 35,8 mil milhões de euros.

Resultados empresariais e indicadores desta quinta-feira

Como noticiou o Jornal de Negócios, a Redes Energéticas Nacionais, REN, apresenta esta quinta-feira ao mercado os resultados do último trimestre e do acumulado do primeiro semestre. Entre janeiro e março, a empresa aumentou os lucros em 150%, para 36,2 milhões de euros, impulsionada pelas tempestades que atingiram Portugal nesse período.

Os investidores reagem também às contas divulgadas após o fecho da sessão de quarta-feira por outras cotadas do PSI. A EDP elevou os lucros em 3%, para 732 milhões de euros, enquanto o BCP registou uma subida de 12,7%, para 565,8 milhões. Já a Corticeira Amorim viu os lucros recuarem 31,7%, para 25,17 milhões de euros.

No retalho alimentar, a Sonae aumentou os lucros em 20,5%, para 123 milhões de euros, enquanto a Jerónimo Martins registou uma descida de 3,3%, para 260 milhões. Ao mesmo tempo, são conhecidas as estimativas do PIB de Portugal e da Zona Euro, depois de a economia portuguesa ter estagnado no primeiro trimestre face aos últimos três meses de 2025 e de o PIB da Zona Euro ter contraído 0,2% em cadeia.

Contexto internacional pesa nas bolsas

No plano externo, os mercados acompanham também a época de resultados das grandes tecnológicas nos U.S.. Os investidores reagem às contas trimestrais da Meta e da Microsoft e aguardam ainda os resultados da Apple e da Amazon, previstos para depois do fecho de Wall Street.

A Meta registou uma subida de 28% nas vendas, mas os lucros recuaram 14% no segundo trimestre. Já a Microsoft aumentou as receitas em 18%, para 90 mil milhões de dólares, e elevou o lucro líquido em 31%, para 35,8 mil milhões de euros.

No Reino Unido, o Banco de Inglaterra reúne-se esta quinta-feira e o mercado espera a manutenção das taxas de juro nos 3,75%, depois de a inflação britânica ter caído em junho para 2,6%, o valor mais baixo desde março de 2025. Os investidores europeus reagem ainda à decisão da Reserva Federal de manter os juros e aguardam os dados do PIB dos U.S. no segundo trimestre, além do índice PCE de junho, acompanhado de perto pelo banco central.

Na nossa publicação anterior, analisámos uma sessão marcada por uma forte concentração de resultados no PSI, com empresas como Sonae, BCP, EDP, EDP Renewables e Corticeira Amorim no centro das atenções. O texto também enquadrou o impacto de eventos externos — da decisão da Fed à época de contas das grandes tecnológicas — e como esse contexto ajudava a explicar o desempenho recente do índice e a rotação setorial na bolsa de Lisboa.

Este material pode conter opiniões de terceiros, nenhum dos dados e informações nesta página constitui aconselhamento de investimento de acordo com o nosso Aviso Legal. Embora sigamos rigorosos Padrões Editoriais, este post pode conter referências a produtos de nossos parceiros.