Europa e U.S. centram semana em dívida, taxas de juro e inflação

Europa e U.S. centram semana em dívida, taxas de juro e inflação
Mercados atentos a dívidas

Os mercados entram numa semana marcada por decisões de política monetária, emissões de dívida soberana e novos indicadores macroeconómicos na Europa e nos U.S.. Em Portugal, o IGCP procura captar entre 1.500 milhões e 1.750 milhões de euros, enquanto o BCE reúne em Berlim com expectativa de nova subida de 25 pontos-base.

Destaques

  • Portugal vai emitir entre 1.500 milhões e 1.750 milhões de euros em obrigações do Tesouro com maturidades até 2035 na quarta-feira.
  • O BCE deverá subir as taxas em 25 pontos-base na reunião de quinta-feira, após aumentar a taxa dos depósitos para 2,25% em junho.
  • A inflação nos U.S. desacelerou para 3,4% em julho e o mercado prevê estabilidade em agosto, influenciando as expectativas para a próxima reunião da Fed.

Portugal, BCE e inflação testam sentimento dos investidores

Segundo Jornal de Negócios, Portugal regressa ao mercado esta quarta-feira com três leilões de obrigações do Tesouro com maturidades em 15 de fevereiro de 2030, 20 de outubro de 2034 e 15 de junho de 2035. O objetivo anunciado pelo IGCP é captar entre 1.500 milhões e 1.750 milhões de euros em nova dívida a quatro, oito e nove anos.

Na quinta-feira, o conselho de governadores do BCE reúne-se em Berlim para decidir a trajetória da política monetária da Zona Euro. A expectativa do mercado é de uma nova subida de 25 pontos-base, depois de em junho o banco central ter aumentado as taxas de referência pela primeira vez desde 2023, fixando a taxa aplicável aos depósitos em 2,25%.

Já na sexta-feira, os investidores acompanham os dados da inflação nos U.S., após o indicador ter desacelerado pelo segundo mês consecutivo em julho para 3,4%. O mercado espera uma leitura praticamente inalterada em agosto, num dado que ganha peso antes da próxima reunião da Fed e num contexto em que aumentam as probabilidades atribuídas a uma nova subida de juros.

No nosso artigo anterior sobre o leilão triplo de Obrigações do Tesouro de Portugal, destacámos o regresso da República ao mercado para captar entre 1,5 e 1,75 mil milhões de euros em três maturidades (2030, 2034 e 2035), num período de alívio dos custos de financiamento ao longo da curva. O texto também enquadrou a execução do programa anual do IGCP, incluindo o montante já emitido no ano e a revisão em alta das necessidades líquidas de financiamento do Estado, sublinhando a importância da evolução das yields e da procura dos investidores.

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