Campanha de Flávio Bolsonaro defende ajuste rápido nas contas públicas

Campanha de Flávio Bolsonaro defende ajuste rápido nas contas públicas
Ajuste rápido nas contas

Em meio ao debate sobre a trajetória fiscal do país, a coordenação econômica da campanha de Flávio Bolsonaro defende um ajuste rápido nas contas públicas e mudanças na reforma tributária. A avaliação foi apresentada durante seminário em São Paulo, onde também houve defesa da política fiscal do governo federal por parte do Ministério da Fazenda.

Destaques

  • Daniella Marques, coordenadora do núcleo econômico da campanha de Flávio Bolsonaro, defende ajustes rápidos nas contas públicas para evitar cenário de inadimplência.
  • Apesar de apoiar o arcabouço fiscal, Marques propõe aprimoramentos na reforma tributária, mas não detalha alternativas de corte de gastos.
  • O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo Lula apresentará superávits primários nos próximos anos, mantendo o tema fiscal no centro do debate econômico.

Propostas fiscais apresentadas no seminário

Segundo InfoMoney, Daniella Marques, coordenadora do núcleo econômico da campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência, afirmou no seminário Brasil Hoje, realizado pela Esfera em São Paulo, que apoia o arcabouço fiscal, mas quer aprimoramentos na reforma tributária e nas contas públicas.

Durante sua participação nesta segunda-feira, ela criticou a situação fiscal atual e o avanço da dívida pública nos últimos anos. Segundo Daniella, sem um ajuste rápido, o país pode enfrentar um cenário muito drástico de inadimplência e de pressão sobre os balanços do governo e das empresas.

Apesar da defesa de mudanças, Marques não detalhou quais alternativas de corte de gastos poderiam ser adotadas em um eventual governo Flávio Bolsonaro.

Contraponto do governo e impacto no debate econômico

Mais cedo, no mesmo evento, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, participou por vídeo e defendeu a condução fiscal do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo ele, o governo apresentará superávits primários nos próximos anos. A diferença de discurso no seminário reforça como o tema fiscal segue no centro do debate político e econômico, com impacto direto sobre expectativas de dívida, crédito e confiança empresarial.

Em nossa publicação anterior sobre as declarações de Dario Durigan no Seminário Brasil Hoje, destacamos que a equipe econômica condiciona a queda dos juros a um ajuste fiscal, com revisão de gastos obrigatórios, e à expansão da atividade. Também apontamos que o governo projeta superávits primários nos próximos anos e defende aprimorar o arcabouço fiscal, sem substituí-lo, em meio a pressões externas como a alta do petróleo e seus efeitos sobre a inflação.

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