Brasil monitora IGP-M, produção nos U.S. e juros no Japão em sessão de sexta-feira
Com agenda econômica reduzida no fim da semana, os mercados acompanham nesta sexta-feira a segunda prévia do IGP-M no Brasil, a produção industrial de agosto nos U.S. e os desdobramentos da decisão de juros do Banco do Japão. O quadro combina sinais para inflação, atividade e custo do dinheiro em economias relevantes, enquanto o cenário político brasileiro e os preços do petróleo seguem no radar dos investidores.
Destaques
- O Banco do Japão eleva a taxa básica em 0,25 ponto percentual para 1,25%, maior patamar desde 1995, impactando o cenário global de juros.
- O Brent mantém-se acima de US$ 100 por barril, apesar de recuar pelo segundo pregão, enquanto tensões no Estreito de Ormuz elevam riscos para energia e inflação.
- O Ibovespa fechou quinta-feira em alta de 0,24% aos 185.992,03 pontos, impulsionado por Vale (+2%), apesar de preocupações fiscais e ajustes na Bolsa Família.
Indicadores e agenda do dia
Como destaca o InfoMoney Mercados, o principal dado doméstico da sessão é a segunda prévia do IGP-M divulgada pela FGV, vista como um termômetro da inflação de setembro até o momento. No exterior, os investidores observam a publicação da produção industrial dos U.S. referente a agosto em busca de sinais sobre o ritmo da atividade econômica americana.No campo político, a agenda oficial inclui compromissos do vice-presidente Geraldo Alckmin e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao longo do dia, além da participação do ministro da Fazenda, Dario Durigan, no Fórum CEO Brasil. O ambiente eleitoral para 2026 também permanece em foco após levantamento do Datafolha indicar disputa tecnicamente empatada entre Lula e Flávio Bolsonaro.
Juros globais, petróleo e reflexos no mercado brasileiro
A agenda internacional ainda repercute a decisão do Banco do Japão de elevar a taxa básica em 0,25 ponto percentual, para 1,25%, no maior nível desde 1995. O movimento encerra uma semana marcada por decisões de bancos centrais, depois das definições do Federal Reserve e do Banco Central do Brasil, e acrescenta um novo componente ao cenário global de juros.Nos mercados de commodities, o petróleo recua pelo segundo pregão seguido, embora o Brent continue acima de US$ 100 por barril. As tensões no Estreito de Ormuz mantêm o risco de pressão adicional sobre energia e inflação global.
No Brasil, o Ibovespa fecha a quinta-feira em alta de 0,24%, aos 185.992,03 pontos, sustentado principalmente pelo avanço de 2% de Vale. O desempenho ocorre após a reação negativa do mercado ao anúncio de reajuste do Bolsa Família, em meio a preocupações com as contas públicas, ao cenário eleitoral e aos próximos passos da Selic, que o Banco Central reduz para 13,75% na véspera e mantém em aberto para as próximas reuniões.
O reajuste de 15,04% do Bolsa Família anunciado pelo governo federal elevou o benefício mínimo de R$ 600 para R$ 691 e reacendeu a discussão sobre o impacto fiscal em ano eleitoral. Em nossa reportagem anterior, destacamos a reação imediata do mercado — com aumento do prêmio de risco, pressão sobre dólar e juros futuros e oscilação do Ibovespa — além do debate sobre possíveis efeitos nas expectativas de inflação e na margem para novos cortes da Selic.
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