Mercados acompanham pesquisa Quaest, Focus e agenda de bancos centrais nesta segunda-feira

Mercados acompanham pesquisa Quaest, Focus e agenda de bancos centrais nesta segunda-feira
Mercados atentos à agenda

Com poucos indicadores previstos, a sessão desta segunda-feira (21) começa em ritmo mais lento e concentra a atenção dos investidores na nova pesquisa eleitoral da Quaest e em dados econômicos no Brasil e nos Estados Unidos. O noticiário também inclui falas de autoridades monetárias e eventos geopolíticos que podem influenciar o humor dos mercados ao longo do dia.

Destaques

  • A expectativa por nova pesquisa Quaest e o Boletim Focus movimenta a Bolsa na penúltima semana antes do primeiro turno das eleições de 2026.
  • Somente três navios cargueiros atravessam o Estreito de Ormuz nesta semana, o menor nível desde a intensificação das tensões militares regionais.
  • O governo argentino propõe lei para endurecer sanções a empresas nas Ilhas Malvinas sem autorização, elevando tensões com o UK sobre o território.

Agenda econômica e política do dia

Como destaca o InfoMoney Mercados, a penúltima semana antes do primeiro turno das eleições de 2026, marcado para 4 de outubro, mantém o foco do mercado sobre a corrida eleitoral, após levantamentos recentes mostrarem disputa equilibrada entre os principais candidatos. Esse cenário tem impactado os movimentos da Bolsa, enquanto os investidores aguardam uma nova sondagem da Quaest.

Entre os indicadores, o mercado acompanha a divulgação de uma nova edição do Boletim Focus e dos dados semanais da balança comercial. Nos Estados Unidos, o Federal Reserve publica o índice de atividade nacional, o CFNAI, referente a agosto.

A agenda do dia também reúne compromissos de dirigentes e líderes políticos. Às 7h30, no Reino Unido, Austan Goolsbee, do Federal Reserve, participa de um evento em Londres. Às 12h, na Alemanha, Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu, participa de uma mesa-redonda.

No campo político, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem encontros em Nova York com o presidente do Uruguai, Yamandú Orsi, às 9h30, com o prefeito da cidade, Zohran Mamdani, às 10h30, e com o senador Bernie Sanders, às 17h.

Riscos externos permanecem no radar

Além da agenda macroeconômica, o ambiente internacional segue atento a sinais de tensão geopolítica e seus possíveis efeitos sobre comércio e ativos globais. O número de navios cargueiros que cruzam o Estreito de Ormuz atinge nesta semana o menor nível desde a intensificação das tensões militares na região, com apenas três embarcações atravessando a rota estratégica, segundo dados preliminares de rastreamento.

Na Ásia, o vice-ministro da Defesa da Coreia do Norte afirma que o reforço militar liderado pelos U.S. justifica os esforços de Pyongyang para ampliar suas forças nucleares. Segundo ele, o status do país como potência nuclear é irreversível.

Na América do Sul, o governo da Argentina apresenta um projeto de lei para reprimir empresas que atuam nas Ilhas Malvinas sem autorização. A proposta endurece sanções e pode ampliar a tensão com o UK em torno do território controlado pelos britânicos e reivindicado pelos argentinos.

Em nossa matéria anterior sobre o Ibovespa sob pressão e o Bitcoin acima de US$ 80 mil, destacamos que o índice voltou a testar a região dos 185 mil pontos após encerrar uma sequência de quatro semanas de alta, aumentando a perspectiva de volatilidade na reta final antes do primeiro turno. Também apontamos que novas pesquisas eleitorais e fatores externos — como juros e commodities — ajudavam a manter o mercado cauteloso, enquanto o Bitcoin sustentava recuperação e se aproximava de resistências técnicas relevantes.

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