As ações da NIO caem 6% apesar da previsão otimista de receita e lucros

As ações da NIO caem 6% apesar da previsão otimista de receita e lucros
As ações da NIO tiveram uma forte recuperação no último mês, subindo 37%

Em 10 de outubro, as ações da NIO estavam sendo negociadas a US$ 7,38, uma queda de 6% nas últimas 24 horas. Essa queda ocorre após uma forte alta de 37% no último mês e provavelmente reflete a realização de lucros de curto prazo antes da divulgação antecipada dos lucros da NIO, em vez de uma nova fraqueza estrutural.

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Destaques

- As ações da NIO caíram 6% em 10 de outubro, provavelmente devido à realização de lucros de curto prazo após uma forte alta de 37% no último mês.

- Apesar da retração, o sentimento dos investidores continua apoiado pela melhoria das projeções de lucros, incluindo um aumento previsto de 22% na receita e perdas menores.

- O momentum técnico mudou para positivo, mas a ação enfrenta resistência importante perto de US$ 9,00 antes da divulgação dos lucros do terceiro trimestre.

De uma perspectiva técnica, a NIO mudou para uma tendência de recuperação, após uma forte alta mensal de mais de 37%. A ação agora está sendo negociada acima de sua média móvel de 50 dias, que fica perto de US$ 7,90, mas permanece ligeiramente abaixo da média móvel de 200 dias, em torno de US$ 8,85. Esse cruzamento sinaliza uma melhora no momentum, embora uma confirmação total de alta exigiria um rompimento sustentado acima do nível de 200 dias com volume crescente.

O suporte agora está mais firme na faixa de US$ 7,00 a US$ 7,30, reforçado pela consolidação recente e pelo interesse de compra após a alta de setembro. Se essa zona de suporte se mantiver, o próximo teste será a faixa de resistência de US$ 8,50 a US$ 9,00, que coincide com os níveis de rejeição anteriores e a linha de tendência descendente das máximas de 2024. Um fechamento acima de US$ 9,00 poderia mudar a estrutura de médio prazo de forma decisiva para alta.

Dinâmica de preços das ações da NIO (agosto de 2025 - outubro de 2025). Fonte: TradingView.

As tendências de volume mostram maior participação durante os dias de alta, sugerindo crescente confiança dos investidores. O Índice de Força Relativa (RSI) está oscilando em torno de 58-60, próximo ao território de sobrecompra, o que pode levar a uma consolidação de curto prazo. Enquanto isso, o Average True Range (ATR) permanece elevado, em torno de US$ 0,42, indicando volatilidade persistente - uma característica típica das transições de tendência em ações de crescimento de beta alto, como a NIO.

O otimismo em relação aos lucros e o desempenho superior do setor geram interesse dos investidores

Apesar de uma retração de 6% nas últimas 24 horas, as ações da NIO tiveram uma recuperação acentuada no último mês, subindo 37%, superando o desempenho do setor de Auto-Tires-Trucks (+16,32%) e do S&P 500 (+4,03%) no mesmo período. Essa força relativa sugere o aumento da convicção dos investidores antes do próximo relatório de lucros da empresa.

A alta de curto prazo é alimentada, em parte, pelas expectativas de melhoria dos fundamentos. Projeta-se que a NIO registre um prejuízo de -US$ 0,24 por ação, o que representaria uma melhora de 33,33% em relação ao mesmo trimestre do ano passado. Mais importante ainda, a receita trimestral está prevista em US$ 3,26 bilhões, um aumento de 22,46% em relação ao ano anterior, sinalizando que a escala operacional da NIO continua a crescer apesar de um ambiente difícil de preços de EV. As preocupações com a margem ainda persistem, mas o crescimento da linha superior ajudou a restaurar algum otimismo após um fraco primeiro semestre do ano.

Olhando para o futuro, as estimativas de consenso da Zacks para o ano inteiro projetam uma receita de US$ 13,37 bilhões e uma perda anual reduzida de - US$ 0,99 por ação, refletindo melhorias de +46,4% e +34,44%, respectivamente, a partir de 2024. Essa orientação desencadeou um sentimento de alta renovado por parte dos investidores institucionais e de varejo, que veem potencial para uma alavancagem operacional sustentada se a NIO conseguir melhorar as margens brutas no quarto trimestre. No entanto, a execução continua sendo fundamental, e os investidores acompanharão de perto as atualizações sobre controle de custos, volumes de entrega e consumo de caixa na próxima chamada de lucros.

Tendência de alta surgindo à medida que o impulso dos lucros aumenta

Com a NIO ganhando mais de 37% no último mês e superando o desempenho de seu setor e do mercado mais amplo, a configuração de curto prazo mudou da consolidação para uma tendência de alta cautelosa. Supondo que a empresa atenda ou exceda as expectativas atuais em seu próximo relatório de lucros - incluindo um aumento projetado de 22,46% na receita e uma redução no prejuízo trimestral - as ações podem subir para a faixa de US$ 8,80 a US$ 9,50 nas próximas semanas. Um rompimento decisivo acima de US$ 9,00, especialmente com um volume forte, provavelmente abriria a porta para um teste do nível de US$ 10,00.

O cenário básico agora favorece uma faixa de negociação entre US$ 7,20 e US$ 9,00, apoiada pela melhora do sentimento e pelos ventos favoráveis macroeconômicos. Os investidores parecem estar se posicionando antes dos resultados do terceiro trimestre, apostando na força contínua da entrega e em sinais de alavancagem operacional. No entanto, uma alta sustentada além dos US$ 10 exigiria não apenas o crescimento da receita, mas também a expansão da margem e controles de custo mais disciplinados - áreas em que a NIO teve dificuldades nos últimos trimestres.

A NIO informou um recorde de entregas de 34.749 veículos em setembro, sinalizando uma forte demanda e melhorando a escala operacional, apesar da intensa concorrência no mercado de veículos elétricos da China. O marco aumentou a confiança dos investidores e posicionou a ação como uma das de melhor desempenho do dia no setor.

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