Força-tarefa de MDB atualiza metodologia de mensuração de finanças privadas para empréstimos ao desenvolvimento
Bancos multilaterais de desenvolvimento e instituições financeiras de desenvolvimento estão divulgando metodologias conjuntas revisadas para ampliar a forma como mensuram o apoio de finanças privadas em mercados emergentes e economias em desenvolvimento. A atualização adiciona um novo indicador de "geração" e avança o trabalho sobre "catalisação", expandindo a estrutura para além da mobilização isolada.
Destaques
- A Força-tarefa de MDB sobre Mobilização divulgou uma metodologia ampliada que adiciona a 'geração' como novo indicador e avança na catalisação para mensurar finanças privadas para o desenvolvimento.
- A atualização de 2024, aprovada por todas as 30 instituições, introduz definições mais rigorosas de mobilização, regras de atribuição ampliadas e novos guias de relatórios para captar fluxos de finanças privadas com maior precisão.
- A estrutura revisada aprimora o acompanhamento da inovação financeira, incluindo modelos originate-to-distribute e de securitização, atendendo às demandas do G20 por uma mensuração mais ampla e consistente da mobilização de capital privado por MDBs e DFIs.
Este artigo foi traduzido do original. Leia a versão original do nosso correspondente aqui.
Estrutura ampliada para a mensuração de finanças privadas
Conforme reportado pelo Banco Europeu de Investimento, as Metodologias Conjuntas de MDB revisadas e ampliadas são elaboradas pela Força-tarefa de MDB sobre Mobilização e aprovadas por todas as 30 instituições-membro. A divulgação responde ao chamado do G20, estabelecido inicialmente na Nota de Posicionamento de 2024, para ampliar a cobertura da mensuração da mobilização.A estrutura atualizada foi concebida para oferecer uma visão mais completa de como MDBs e DFIs disponibilizam finanças privadas para o desenvolvimento. Ela mantém a mobilização como métrica central, ao mesmo tempo que adiciona a geração como um novo indicador e dá continuidade ao trabalho em uma abordagem comum para a catalisação.
Segundo a metodologia, a mobilização mensura o financiamento disponibilizado para um projeto de MDB ou DFI quando a instituição também fornece financiamento, garantias ou apoio qualificado de assessoria ou à transação. A geração mensura o financiamento disponibilizado para uso de MDBs e DFIs em atividades de desenvolvimento ou para apoiar seus mandatos com base na solidez do balanço patrimonial, ratings de crédito ou atributos institucionais semelhantes, independentemente do risco do destinatário final ou da atividade financiada.
A catalisação, que permanece em desenvolvimento, busca estimar o financiamento privado disponibilizado em decorrência de atividades de MDBs ou DFIs que vão além do financiamento por conta própria ou da mobilização. As instituições afirmam que os três indicadores, em conjunto, visam captar todo o alcance de seu papel, desde a captação inicial de recursos até o investimento posterior vinculado às suas intervenções.
Mudanças nos relatórios e implicações para o financiamento ao desenvolvimento
O pacote divulgado hoje inclui uma visão geral das abordagens de MDBs e DFIs para mensurar finanças privadas, um Guia de Referência de Mobilização atualizado, um novo Guia de Referência de Geração e uma Nota de Progresso sobre Catalisação. Esses documentos devem apoiar futuros relatórios anuais conjuntos das instituições.A atualização sobre mobilização é a primeira desde 2018 e introduz princípios aprimorados para definir melhor quais fluxos financeiros são contabilizados como mobilizados. Também amplia as regras de atribuição para transações que envolvem várias instituições, a fim de reduzir a dupla contagem, adiciona indicadores para mobilização pública e baseada em portfólio e define com mais clareza os serviços de assessoria mobilizadores.
As revisões também buscam captar a inovação financeira de forma mais eficaz, incluindo modelos originate-to-distribute, mecanismos de securitização, garantias de MDBs, ferramentas de transferência de risco e hedge cambial. A força-tarefa afirma que uma mensuração mais robusta e consistente é essencial, pois os desafios de desenvolvimento exigem finanças privadas em uma escala que MDBs e DFIs não conseguem fornecer sozinhos.
Nosso artigo anterior sobre os esforços do Paquistão para revitalizar o plano de modernização da ferrovia ML-1 detalhou as discussões com o Banco Asiático de Desenvolvimento sobre potencial apoio financeiro ao projeto e medidas para acelerar as aprovações. Ele também abordou discussões mais amplas sobre o impulso às exportações, a expansão de ferramentas de financiamento climático e o desenvolvimento de uma plataforma de investimento em minerais críticos — ilustrando como instituições de desenvolvimento podem ajudar a direcionar recursos para programas prioritários de infraestrutura e economia.
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