Banco CTT enfrenta queixas por fraude em contas de clientes
A fraude bancária volta a pressionar o setor financeiro em Portugal, depois de dezenas de clientes do Banco CTT terem ficado sem milhares de euros retirados das suas contas. Os casos motivam queixas às autoridades e ao Banco de Portugal, enquanto a Polícia Judiciária investiga transferências para contas de desconhecidos.
Destaques
- Dezenas de clientes do Banco CTT reportaram fraudes com transferências de milhares de euros para contas desconhecidas, incluindo um caso de perda de €1.200.
- O Banco CTT reconheceu aumento em campanhas de phishing e declarou que está a reforçar os mecanismos de prevenção e monitorização de fraude.
- A investigação da Polícia Judiciária e o aumento de queixas elevam a pressão regulatória e podem agravar custos operacionais do setor bancário português com segurança digital.
Queixas de clientes e resposta do banco
Como avançou o Correio da Manhã, dezenas de clientes do Banco CTT foram vítimas de fraude depois de terem sido transferidos milhares de euros das suas contas para contas de desconhecidos. Um dos casos relatados é o de Sónia Baptista, que diz ter ficado com a conta pirateada após a instalação da aplicação do banco num telemóvel desconhecido.Na queixa apresentada ao Banco de Portugal, a cliente afirma que houve cinco movimentos suspeitos, um pedido de crédito suspeito e uma transferência concretizada em horário que considera anómalo. Sónia Baptista exige a devolução de 1.200 euros retirados da sua conta e critica a atuação do banco, dizendo que a instituição nada fez para travar as operações.
Fonte do Banco CTT reconhece um aumento das campanhas de phishing e de engenharia social. O banco acrescenta que está a reforçar os mecanismos de prevenção e monitorização de fraude.
Impacto no setor bancário em Portugal
A investigação da Polícia Judiciária coloca o caso sob escrutínio criminal e aumenta a pressão sobre os sistemas de segurança digital no retalho bancário. O episódio também reforça a atenção regulatória sobre procedimentos de autenticação, deteção de operações suspeitas e resposta a reclamações de clientes.Para o setor, a sucessão de queixas pode agravar os custos operacionais ligados à prevenção de fraude, à monitorização de transações e à gestão de litígios com clientes. O caso do Banco CTT surge num contexto de maior exposição da banca portuguesa a esquemas de phishing e engenharia social, que continuam a afetar a confiança nos canais digitais.
As buscas da Polícia Judiciária e da Autoridade Tributária ao Banco Carregosa, no âmbito de uma investigação por suspeitas de fraude fiscal no mercado imobiliário, colocaram a instituição sob forte escrutínio. Na nossa publicação, o banco afirmou não antecipar impactos materiais na atividade ou nos resultados e disse não ter relação com o alegado prejuízo identificado pelas autoridades, acrescentando que continuará a colaborar com a investigação.
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