Painel Euribor muda com saída do Cecabank em setembro de 2026
A supervisão do benchmark do euro permanece em foco, enquanto o Cecabank, da Espanha, se prepara para deixar o painel Euribor no fim de setembro de 2026. Os reguladores afirmam que a medida não ameaça a representatividade do benchmark, refletindo a recente expansão do grupo de bancos contribuintes.
Destaques
- A ESMA anunciou que o Cecabank deixará o painel Euribor em 30 de setembro de 2026, data que marcará seu último dia de contribuições de dados.
- A ESMA e o Colégio de Supervisores do Euribor concluíram que a saída do Cecabank não representa risco para a representatividade do Euribor no mercado monetário não garantido em euros.
- Quatro novos bancos, incluindo o KBC Bank em maio de 2026, aderiram ao painel Euribor desde 2022, reforçando a robustez do benchmark apesar da saída do Cecabank.
Este artigo foi traduzido do original. Leia a versão original do nosso correspondente aqui.
Análise regulatória da mudança no painel
Conforme informado pela Autoridade Europeia dos Valores Mobiliários e dos Mercados, o Cecabank deixará o painel Euribor a partir de 30 de setembro de 2026, sendo essa data seu último dia de contribuições de dados para o benchmark. A ESMA emite a declaração em seu papel de supervisora do European Money Market Institute, administrador do Euribor.A ESMA e as autoridades nacionais competentes do Colégio de Supervisores do Euribor avaliaram o impacto da saída do Cecabank sobre a representatividade do Euribor no mercado monetário não garantido em euros. Elas concluem que a saída do banco não representa um risco para a representatividade do benchmark.
A expansão do painel reforça a robustez do benchmark
A saída ocorre após um período de ampliação do painel, com quatro novos bancos aderindo desde 2022. Essa expansão inclui a recente entrada do KBC Bank no painel, em maio de 2026.A ESMA continua a incentivar instituições de crédito ativas no mercado monetário não garantido em euros a considerar a adesão ao painel Euribor. O regulador afirma que uma participação mais ampla reforça a robustez e a representatividade de um benchmark que continua sendo fundamental para o sistema financeiro da UE.
Nossa reportagem anterior sobre a penalidade administrativa da FINTRAC contra a Pathwise Credit Union detalhou como o regulador canadense multou a instituição em C$41.250 por falhas em seu programa de conformidade com as normas de prevenção à lavagem de dinheiro. O caso destacou lacunas como políticas desatualizadas aprovadas por altos executivos e documentação insuficiente de avaliação de risco, ressaltando o foco dos reguladores em governança e controles, mesmo quando os problemas se relacionam ao desenho do programa, e não a transações específicas.
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