Telefônica Brasil confirma conversas preliminares para possível compra da Vero

Telefônica Brasil confirma conversas preliminares para possível compra da Vero
Telefônica mira Vero

A Telefônica Brasil confirma tratativas preliminares e não vinculantes com acionistas da Vero, provedora de fibra óptica com presença nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. O esclarecimento surge após questionamento da CVM e indica que, por agora, não há decisão sobre uma eventual operação nem definição sobre estrutura, termos ou condições.

Destaques

  • Telefônica Brasil confirma ao mercado conversas preliminares para eventual compra da Vero, sem decisão ou acordo vinculante firmado até o momento.
  • Vivo busca reforçar sua presença no Sudeste e Sul com a aquisição da Vero, que, após fusão com Americanet, possui cerca de 1,3 milhão de clientes e dívida líquida de R$ 3 bilhões.
  • O plano de redução de dívida da Telefônica Brasil pode impactar as decisões sobre aquisições e investimentos em meio a elevada competição no setor de telecomunicações.

Esclarecimento ao mercado e estágio das negociações

Como revelou a Exame, citando a Coluna do Broadcast, do Estadão, as conversas entre a dona da Vivo e os acionistas da Vero estão em curso sem acordo vinculante assinado, e a companhia já teria contratado assessores para avaliar a aquisição.

Em comunicado ao mercado, a empresa afirma que não existe, até este momento, decisão sobre a realização da operação nem acerto sobre sua estrutura, termos e condições. Por isso, sustenta que não há fato relevante pendente de divulgação e acrescenta que manterá acionistas e o mercado informados caso surja algum evento cuja publicação seja exigida por lei ou regulamentação.

A manifestação responde a um ofício da Comissão de Valores Mobiliários, que pede posicionamento sobre a veracidade da reportagem e questiona por que o tema não foi tratado como fato relevante.

Impacto potencial no mercado de banda larga

Segundo fontes ouvidas pelo Estadão, a principal vantagem para a Vivo seria reforçar sua presença no Sudeste e no Sul, regiões em que a operadora disputa clientes com provedores regionais de maior porte. Ainda de acordo com essas fontes, a transação é vista como relevante, mas não a ponto de representar uma mudança estrutural para a companhia.

Fundada em 2019, a Vero foi desenhada para abrir capital, mas a piora das condições de mercado fecha essa possibilidade. Em 2023, a empresa se funde com a Americanet e, segundo os dados citados no texto, reúne cerca de 1,3 milhão de clientes e dívida líquida de R$ 3 bilhões, num ambiente de concorrência acirrada que pressiona investimentos e expansão da base.

A Telefônica Brasil, controladora da Vivo, também anuncia um plano de redução de dívida, fator que pode influenciar decisões sobre aquisições e novos investimentos no setor de telecomunicações no Brasil.

O FIDC de R$ 70 milhões lançado pela Möbius Capital e pela Desenvolve SP para provedores regionais de internet e pequenos data centers em São Paulo foi criado para antecipar recebíveis e ampliar o acesso a crédito no setor. Na nossa publicação anterior, destacámos que a estrutura pode financiar expansão, compra de equipamentos e até aquisições, num momento em que a consolidação entre empresas regionais ganha força — contexto que ajuda a entender o ambiente em que avançam negociações como as envolvendo Vivo e Vero.

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