A BlackRock amplia sua linha de produtos na cadeia com fundos monetários tokenizados
A BlackRock está preparando novos produtos para investidores que mantêm liquidez em dólares em stablecoins, em vez de contas bancárias tradicionais. A maior gestora de ativos do mundo aposta que os fundos do mercado monetário tokenizados passarão a fazer parte da infraestrutura central por trás do dólar digital.
Destaques
- A BlackRock está preparando dois fundos do mercado monetário tokenizados.
- Um dos produtos está vinculado a um fundo de US$ 6,1 bilhões e deverá operar na rede Ethereum.
- O segundo fundo é voltado para investidores que utilizam stablecoins e carteiras de criptomoedas.
- A BUIDL já demonstrou que existe demanda por produtos do Tesouro tokenizados, atingindo cerca de US$ 2,5 bilhões.
Este artigo foi traduzido do original. Leia a versão original do nosso correspondente aqui.
O que a BlackRock registrou
A BlackRock apresentou documentos para dois produtos do mercado monetário tokenizados.
De acordo com a Bloomberg, o primeiro é uma classe de ações digitais vinculada ao BlackRock Select Treasury Based Liquidity Fund, um veículo de aproximadamente US$ 6,1 bilhões que investe em dinheiro, letras do Tesouro dos EUA, notas e outros títulos de curto prazo com vencimentos de 93 dias ou menos. Espera-se que as ações tokenizadas estejam disponíveis na Ethereum e operem em paralelo às classes de ações tradicionais já existentes do fundo.
O segundo produto, o BlackRock Daily Reinvestment Stablecoin Reserve Vehicle, é um novo fundo tokenizado. Os registros na SEC mostram que ele inclui uma classe de ações OnChain. O fundo é voltado para investidores que administram seu dinheiro por meio de carteiras de criptomoedas e stablecoins, em vez de contas de corretagem convencionais.
Por que as stablecoins são importantes
As stablecoins são cada vez mais utilizadas como uma versão digital do dólar americano em negociações de criptomoedas, pagamentos e DeFi. Mas os emissores e grandes detentores precisam de instrumentos de reserva que sejam líquidos, regulamentados e respaldados por exposição a títulos do Tesouro de curto prazo.
É aí que a BlackRock vê uma oportunidade. À medida que a regulamentação das stablecoins nos EUA avança, a demanda pode crescer por produtos de reserva que sejam conservadores e compatíveis com a liquidação na cadeia. Para os investidores, isso significa que a liquidez em dólares poderia ser mantida em um formato mais alinhado aos mercados de criptomoedas, com liquidação mais rápida e acesso praticamente 24 horas por dia.
A BlackRock já testou esse modelo com o BUIDL, seu fundo do mercado monetário tokenizado lançado em 2024. O fundo vale agora cerca de US$ 2,5 bilhões e se tornou um dos maiores produtos institucionais no mercado de títulos do Tesouro tokenizados.
A tokenização vai além das experiências
A tokenização de ativos tradicionais não é mais um tema restrito ao mercado de criptomoedas. O mercado de ativos do mundo real tokenizados cresceu de cerca de US$ 5,8 bilhões no início de 2025 para mais de US$ 30 bilhões no final de abril de 2026, de acordo com análises do setor.
Para a BlackRock, os novos fundos poderiam ajudá-la a conquistar um papel mais importante no mercado emergente de reservas de stablecoins. Para o setor de criptomoedas, o registro é mais um sinal de que grandes instituições financeiras estão construindo não apenas ETFs vinculados a ativos digitais, mas também infraestrutura para movimentar liquidez em dólares nas blockchains.
A próxima questão é com que rapidez esses produtos passarão dos registros e projetos-piloto para o uso diário. Se a demanda por parte de emissores de stablecoins e clientes institucionais se mantiver, os fundos do mercado monetário tokenizados poderão se tornar uma das principais pontes entre Wall Street e os mercados de criptomoedas.
Foi noticiado anteriormente que a BlackRock lançou um ETF de staking de ETH com um novo recurso de rendimento.
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