A Grayscale enviou uma declaração de registro à Securities and Exchange Commission (SEC) dos EUA para lançar o Grayscale Worldcoin ETF. De acordo com o documento, o fundo deteria diretamente WLD, o token nativo da World Network.
Este artigo foi traduzido do original. Leia a versão original do nosso correspondente aqui.
De acordo com o registro na SEC, a Grayscale planeja seguir uma estratégia de investimento passiva. O valor das cotas do fundo seria projetado para refletir o preço dos tokens WLD que ele detém, menos despesas e outros passivos. Um índice de preços dedicado seria usado para a avaliação.
Se aprovado, o ETF seria negociado na Nasdaq Stock Market sob suas regras de listagem padrão. O Bank of New York Mellon atuaria como agente de transferência do fundo, enquanto o BitGo Bank & Trust atuaria como custodiante de cripto.
O que é Worldcoin?
A Worldcoin, posteriormente renomeada como World, foi cofundada pelo CEO da OpenAI, Sam Altman. A empresa desenvolve tecnologias na interseção de identificação biométrica, blockchain e criptomoeda.
Um dos principais produtos do projeto é um passaporte digital descentralizado projetado para verificar se um usuário é uma pessoa real. Para confirmar a identidade, a World utiliza dispositivos esféricos conhecidos como Orbs, que escaneiam a íris do olho.
O pedido de ETF de Worldcoin é o passo mais recente no esforço da Grayscale para expandir sua linha de produtos de investimento em cripto. A empresa anteriormente converteu seu principal fundo de Bitcoin em um ETF após vencer uma batalha judicial histórica contra a SEC.
A Grayscale também lançou fundos de índice vinculados ao Ethereum e solicitou produtos atrelados a outras criptomoedas, incluindo Dogecoin, Solana e Chainlink.
Preocupações com a reputação
A Worldcoin tem enfrentado repetidas controvérsias sobre sua coleta de dados biométricos. Para obter uma credencial digital World ID, os usuários devem passar por uma verificação com um dispositivo Orb, que escaneia a íris em vez da retina, como é frequentemente relatado de forma incorreta. Críticos alertam que um vazamento de tais dados poderia ter consequências mais graves do que uma senha comprometida, pois as características biométricas não podem ser simplesmente alteradas.
A prática de recompensar usuários com tokens WLD por completar a verificação também gerou preocupações. Incentivos financeiros podem encorajar as pessoas a entregar dados sensíveis sem compreender totalmente os riscos potenciais.
As atividades da Worldcoin enfrentaram resistência de autoridades em vários países. A Espanha baniu temporariamente o projeto de coletar dados após reclamações envolvendo, entre outras questões, o processamento de informações de menores e dificuldades na retirada do consentimento. O Quênia suspendeu os registros de usuários, e um tribunal posteriormente ordenou a exclusão dos dados biométricos coletados no país. Reguladores na Alemanha, Hong Kong, Brasil e outras jurisdições também apresentaram objeções.
Representantes da World sustentam que a tecnologia foi projetada com a privacidade em mente. No entanto, as investigações e restrições sugerem que os governos ainda não estão preparados para confiar totalmente em uma empresa privada para a criação de um banco de dados global de identificação biométrica.
A Worldcoin subiu anteriormente após relatos de investimento da Eightco.
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