Dólar sobe e fecha a R$ 5,09 com mercado à espera de nova pesquisa Datafolha

Dólar sobe e fecha a R$ 5,09 com mercado à espera de nova pesquisa Datafolha
Dólar sobe com tensão eleitoral

O mercado cambial brasileiro termina a quinta-feira sob influência direta do noticiário eleitoral, com investidores à espera de um novo levantamento do Datafolha sobre o segundo turno presidencial. A valorização da moeda norte-americana também reflete a reação a uma sondagem da Quaest e ocorre apesar de perdas do dólar frente a outras divisas no exterior.

Destaques

  • Dólar sobe 1,17% e fecha a R$ 5,0885, maior valor desde 2 de outubro, com investidores cautelosos antes da nova pesquisa Datafolha.
  • Pesquisa Quaest mostra empate técnico entre Flávio Bolsonaro (46%) e Lula (44%), elevando a percepção de risco e demanda por proteção cambial.
  • Alta do dólar contrasta com perdas da moeda dos U.S. no exterior e ocorre apesar da vitória do governo Lula no Senado sobre jornada de trabalho.

Câmbio reage a pesquisas e incerteza política

Conforme noticiado pelo InfoMoney Mercados, o dólar ganha força ante o real na reta final da sessão e encerra o dia com alta de 1,17%, a R$ 5,0885, no maior valor de fechamento desde 2 de outubro. O movimento ocorre em meio à expectativa pela divulgação, no início da noite desta quinta-feira, de uma nova pesquisa Datafolha sobre as intenções de voto no segundo turno da eleição presidencial.

Durante o dia, a moeda também reage à pesquisa Quaest divulgada na noite de quarta-feira, que mostra Flávio Bolsonaro com 46% das intenções de voto no segundo turno, ante 44% de Luiz Inácio Lula da Silva. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, o levantamento indica empate técnico entre os dois candidatos.

Na parte final do pregão, o dólar atinge novas máximas à medida que cresce a cautela dos investidores antes do novo levantamento do Datafolha. O mercado também acompanha a leitura de que um cenário eleitoral mais apertado amplia a percepção de risco e sustenta a procura por proteção cambial.

Leitura do mercado e contraste externo

A pesquisa Quaest mostra ainda rejeição de 54% a Flávio Bolsonaro e de 53% a Lula, reforçando um quadro de disputa equilibrada. Segundo o texto, esse cenário de empate técnico, já apontado pela pesquisa BTG/Nexus na terça-feira, surge em paralelo ao aumento da confiança dos mercados e se reflete na alta do dólar.

No ambiente político, os agentes também acompanham a aprovação no Senado do fim da escala de trabalho 6 x 1 e da redução da jornada semanal, em uma vitória para o governo Lula em um tema central da campanha. Ainda assim, o avanço do dólar ante o real contrasta com o exterior, onde a moeda dos U.S. sustenta perdas frente a outras divisas fortes e diante de boa parte das moedas de países emergentes.

Na nossa matéria anterior sobre o minidólar WDOX26, destacámos que o contrato iniciou a sessão influenciado pela combinação entre cautela eleitoral no Brasil e vetores externos, como DXY e Treasuries, com o fluxo cambial positivo a limitar movimentos mais amplos. Também apontámos os principais níveis técnicos de suporte e resistência, enfatizando que a continuidade da recuperação dependeria de rompimentos com volume — e que a perda de suportes poderia reacender a pressão vendedora.

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