Mercados acompanham resultados da Tesla, voto da fusão Warner-Paramount e assembleias da Mota-Engil e Jerónimo Martins
A sessão desta quinta-feira é marcada por uma agenda empresarial e macroeconómica densa, com os investidores a avaliarem resultados, operações de concentração e decisões de acionistas. Em paralelo, a divulgação dos PMI de abril na Zona Euro e dos pedidos semanais de subsídio de desemprego nos U.S. pode influenciar as perspetivas para o crescimento e para a política monetária.
Destaques
- Tesla reporta lucro trimestral de 477 milhões, alta de 17% sobre 2023, superando expectativas com margens sustentadas por ganhos extraordinários e preços mais altos.
- Acionistas da Warner Bros. votam fusão com a Paramount em operação de $81 mil milhões, movimento crítico no setor global de media.
- Mota-Engil propõe dividendo bruto de 0,173 euros/ação e Jerónimo Martins 0,65 euros/ação, totalizando 408,5 milhões de euros em distribuições.
Resultados, operações e decisões societárias
Como destaca o Jornal de Negócios, a Tesla apresenta após o fecho de Wall Street os resultados do primeiro trimestre, tornando-se a primeira das chamadas Sete Magníficas tecnológicas dos U.S. a divulgar contas neste período. A empresa supera as expectativas, com os lucros a subirem 17% para 477 milhões, face aos 409 milhões registados no trimestre homólogo, apoiada por ganhos extraordinários ligados a tarifas e garantias e também por preços de venda mais elevados dos veículos.Os investidores reagem nesta quinta-feira a esses números, num momento em que a evolução das margens e da procura no setor automóvel elétrico continua sob escrutínio. No setor dos media, os acionistas da Warner Bros. reúnem-se em assembleia-geral para votar a fusão com a Paramount, num negócio avaliado em 81 mil milhões de dólares.
Também em Portugal, a Mota-Engil e a Jerónimo Martins realizam as respetivas assembleias-gerais anuais. A administração da construtora propõe um dividendo bruto de 0,173 euros por ação, acima dos 0,1497 euros relativos ao exercício de 2024, enquanto a retalhista pretende distribuir 0,65 euros por ação, num montante global de 408,5 milhões de euros.
PMI e emprego testam expectativas económicas
Na frente macroeconómica, a estimativa rápida dos índices de gestores de compras da S&P Global Manufacturing para abril centra a atenção na Zona Euro. São divulgados os PMI compósitos e os dados separados para indústria e serviços, a par de indicadores equivalentes para UK, França, Alemanha, Itália e U.S.Os números são relevantes para aferir o ritmo da atividade empresarial nas principais economias ocidentais e para medir a resistência da procura num contexto de custos financeiros ainda elevados. Uma leitura mais fraca pode reforçar preocupações com o crescimento, enquanto dados mais robustos tendem a sustentar uma visão de maior resiliência económica.
Nos U.S., o foco recai ainda sobre os pedidos semanais de subsídio de desemprego. A expectativa é de uma aceleração para 212 mil pedidos, um dos valores mais elevados desde o início da guerra referida no texto, num indicador acompanhado de perto pela Reserva Federal, cujo duplo mandato inclui o controlo da inflação e a avaliação da saúde do mercado laboral antes de decidir sobre as taxas de juro.
Na nossa análise anterior sobre a TSLA, destacámos que a ação estava a negociar perto do topo de uma faixa de curto prazo (c. US$381–US$403), com sinais técnicos mistos e algum risco de sobrecompra. O texto também salientava que a incerteza macro, alimentada por tensões no Médio Oriente e pelo impacto de preços de energia mais elevados na inflação e nas taxas de juro, podia aumentar a volatilidade e limitar o potencial de subida no imediato.
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