Governo abre programa de 40 milhões para recuperação florestal em 22 municípios do Centro

Governo abre programa de 40 milhões para recuperação florestal em 22 municípios do Centro
Fundo para florestas no Centro

As candidaturas ao programa de 40 milhões de euros para a recuperação florestal nos municípios do Centro afetados pela tempestade Kristin já estão abertas. A verba do PRR é distribuída pelos 22 concelhos mais atingidos e pode financiar apoios até 1.500 euros por hectare para proprietários de terrenos afetados.

Destaques

  • O Governo lançou programa de 40 milhões de euros para apoiar recuperação florestal em 22 municípios do Centro, gerido pelo Fundo Ambiental.
  • Leiria receberá a maior fatia do apoio, acima de 13 milhões de euros, enquanto Porto de Mós ficará com 155 mil euros; candidaturas encerram a 29 de junho.
  • O modelo simplificado transfere verbas diretamente aos municípios e elimina necessidade de faturas, bastando comprovar a limpeza do território com fotografia.

Distribuição dos apoios e calendário

Como avançou o Público, o programa é gerido pelo Fundo Ambiental e canaliza integralmente os 40 milhões de euros para os 22 municípios mais afetados, que depois fazem a distribuição pelos donos dos terrenos.

As candidaturas abriram a 14 de maio e fecham a 29 de junho. Leiria recebe a maior parcela, com mais de 13 milhões de euros, enquanto Porto de Mós fica com a menor dotação, de 155 mil euros. A lista de concelhos abrangidos ainda pode aumentar.

Simplificação acelera chegada das verbas

Embora o Governo tenha indicado inicialmente que o apoio chegaria sob a forma de vales, o modelo em vigor assenta na transferência das verbas para os municípios. O objetivo é acelerar a chegada do apoio ao terreno e simplificar o acesso dos proprietários.

Para receber o financiamento, não é necessário apresentar faturas nem comprovativos das limpezas realizadas. Segundo a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, basta demonstrar que o território foi limpo, incluindo com recurso a uma fotografia.

Na nossa publicação, acompanhámos a resposta financeira às calamidades recentes em Portugal, com destaque para a proposta de reforçar os mecanismos de proteção e financiamento. O texto abordava a ideia de criar um fundo de catástrofes e alargar seguros obrigatórios com apoio a quem não consiga pagar, além de apontar falhas de governação e a necessidade de decisões mais rápidas para acelerar a recuperação de famílias e empresas afetadas.

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