PSI recua na abertura com Galp e EDP a pressionarem a bolsa de Lisboa

PSI recua na abertura com Galp e EDP a pressionarem a bolsa de Lisboa
Galp e EDP pressionam PSI

A bolsa de Lisboa negoceia em baixa nesta quarta-feira, com o PSI a cair 0,42% para 9.157,24 pontos num arranque marcado pela pressão das cotadas da energia. O movimento reflete a descida da Galp, da EDP, da EDPR e da REN, enquanto Ibersol, BCP e Jerónimo Martins limitam perdas no principal índice nacional.

Destaques

  • Galp lidera as perdas no PSI ao cair 1,25% para 19,03 euros, refletindo o recuo do preço do petróleo para menos de 100 dólares por barril.
  • EDP recua 1,15% para 4,39 euros e EDPR desvaloriza 1,18% para 14,29 euros, pressionando o índice devido ao desempenho negativo do setor energético.
  • Ibersol avança 0,86% para 11,78 euros e BCP sobe 0,28% para 0,987 euros, com estes ganhos a limitar as perdas provocadas pelo setor da energia.

Energia pesa no arranque da sessão

Segundo o Jornal de Negócios, o PSI segue com oito cotadas em queda, sete em alta e uma inalterada, a Corticeira Amorim, num início de sessão condicionado sobretudo pelo setor energético.

Entre os pesos pesados, a Galp regista a maior descida, ao perder 1,25% para 19,03 euros, acompanhando o alívio dos preços do petróleo para níveis abaixo dos 100 dólares por barril, depois da subida observada na terça-feira. A EDP recua 1,15% para 4,39 euros e a EDPR desvaloriza 1,18% para 14,29 euros.

A REN também negoceia em baixa, com uma queda superior a 1% para 3,55 euros. Já a Mota-Engil cede 0,33% para 4,83 euros, depois de ter apresentado uma proposta para uma concessão rodoviária com mais de 500 quilómetros entre a Bahia e Pernambuco, no Brasil.

Na segunda-feira, a EDP anunciou um acordo com a Appalachian Power, subsidiária da American Electric Power, para a construção e venda de um projeto solar nos U.S. por cerca de 258 milhões de euros.

Ganhos de consumo e banca travam perdas maiores

Ibersol lidera as subidas da sessão, com um avanço de 0,86% para 11,78 euros. O BCP valoriza 0,28% para 0,987 euros, recuperando da queda ligeira da sessão anterior e mantendo-se próximo da fasquia de 1 euro por ação.

A Jerónimo Martins soma 0,16% para 18,63 euros, ajudando a conter uma descida mais acentuada do índice. O comportamento destas cotadas de consumo e banca atenua parcialmente o impacto negativo do recuo das empresas ligadas à energia no mercado lisboeta.

Na nossa publicação anterior, analisámos o fecho do PSI em queda, num dia marcado pela renovada tensão geopolítica no estreito de Ormuz e pelo seu impacto no sentimento do mercado. Nesse contexto, Jerónimo Martins e BCP pressionaram o índice, enquanto a Galp beneficiou da recuperação do crude e ajudou a limitar as perdas, com as construtoras a também destacarem-se pela positiva.

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