A atividade industrial europeia mantém um crescimento moderado em abril, com a Zona Euro e a União Europeia a registarem avanços homólogos e mensais ligeiros. Em Portugal, o indicador mostra uma subida de 0,1% face ao mesmo mês de 2025, mas recua 2,5% na comparação com março.
Destaques
- Em abril, a produção industrial aumentou 0,3% na Zona Euro e 0,9% na União Europeia face ao ano anterior, refletindo crescimento moderado.
- Portugal registou subida homóloga de 0,1% na produção industrial em abril, abaixo do ritmo da Zona Euro e da União Europeia.
- Face a março, a produção industrial portuguesa caiu 2,5%, contrastando com um avanço mensal de 0,1% no bloco europeu.
Eurostat aponta crescimento industrial moderado em abril
Segundo o Jornal de Negócios, a produção industrial aumentou em abril 0,3% na Zona Euro e 0,9% na União Europeia face ao mesmo mês do ano anterior. Na comparação em cadeia, o indicador avançou 0,1% em ambas as áreas, sinalizando uma evolução limitada da atividade manufatureira no bloco europeu.Entre os maiores avanços homólogos destacam-se a Dinamarca, com 12,2%, a Lituânia, com 7,4%, e Malta, com 7,3%. No sentido oposto, os principais recuos foram registados no Luxemburgo, com menos 6,1%, na Bulgária e na Irlanda, ambas com menos 4,2%, e na Estónia, com menos 3,9%.
Portugal fica abaixo do ritmo europeu
Em Portugal, a produção industrial sobe 0,1% em termos homólogos em abril, ficando abaixo da evolução registada no conjunto da União Europeia e da Zona Euro. Já na comparação com março, o indicador recua 2,5%, contrariando a variação mensal ligeiramente positiva observada nas duas áreas europeias.Nos dados mensais, as subidas mais expressivas na União Europeia verificam-se em Malta, com 5,2%, na Suécia, com 3,4%, e nos Países Baixos, com 1,6%. As maiores quebras em cadeia são registadas na Bulgária, com menos 4,6%, na Grécia, com menos 3,5%, e na Polónia, com menos 3,4%, num quadro de desempenho industrial desigual entre os Estados-membros.
Na nossa publicação, analisámos o impacto da suspensão de um ataque aéreo dos EUA ao Irão sobre o risco de perturbações no fornecimento energético. O artigo destacava o Estreito de Ormuz como ponto crítico para os mercados, explicando que uma escalada poderia pressionar os preços do petróleo e do gás, encarecer transportes e seguros e afetar cadeias de abastecimento relevantes para a competitividade de Portugal e da Europa.
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