PSI recua no arranque da sessão com pressão da energia em Lisboa
A bolsa de Lisboa inicia a sessão de terça-feira em baixa, destoando do tom positivo registado nas praças de Paris e Amesterdão. O PSI perde 0,20% para 9.039,37 pontos às 08:13, com a queda das petrolíferas e das elétricas a condicionar o índice.
Destaques
- O PSI recua no início da sessão com nove cotadas em alta e sete em queda, pressionado principalmente pelo setor energético.
- Galp lidera as perdas ao cair 0,57%, acompanhada por EDP Renováveis (-0,52%) e EDP (-0,18%), devido à maior série de perdas do petróleo neste ano.
- Semapa avança 0,65% após anunciar planos de aquisições entre 250 e 500 milhões de euros na Europa, amenizando o impacto negativo do setor energético.
Queda inicial é liderada por Galp e elétricas
Como noticiou o Jornal de Negócios, a sessão arranca dividida em Lisboa, com nove cotadas em terreno positivo e sete em queda, num movimento em que o setor energético concentra a maior pressão vendedora.A Galp lidera as perdas, ainda que ligeiras, ao cair 0,57%. A petrolífera é penalizada pela descida dos preços do petróleo, que seguem para a maior série de perdas do ano, depois do anúncio de um acordo entre os EUA e o Irão que pode permitir a reabertura do estreito de Ormuz ainda esta semana.
No mesmo setor, a EDP Renováveis desvaloriza 0,52% e a EDP cede 0,18%, enquanto a REN contraria a tendência com uma subida de 0,14%. Entre os restantes títulos em baixa surgem ainda a Nos, com menos 0,56%, a Altri, com menos 0,39%, a Jerónimo Martins, com menos 0,23%, e a Sonae, com menos 0,20%.
Destaques positivos atenuam pressão no índice
Do lado das subidas, a Semapa destaca-se entre as nove cotadas em alta, com um avanço de 0,65%, atenuando parcialmente o peso do setor energético sobre o PSI.Na segunda-feira, a holding liderada por Ricardo Pires anunciou que está a considerar aquisições entre 250 e 500 milhões de euros em toda a Europa, embora admita investir mais se surgir a oportunidade adequada. O anúncio coloca a empresa entre os títulos acompanhados pelos investidores nesta sessão, num mercado que continua sensível ao enquadramento energético e aos movimentos das matérias-primas.
Na nossa publicação, analisámos a descida dos preços do petróleo após os traders começarem a incorporar um acordo preliminar entre os EUA e o Irão e a perspetiva de reabertura do Estreito de Hormuz. O texto destacava que, apesar de um eventual cessar-fogo poder aliviar os riscos de oferta, a normalização dos fluxos pode demorar e a incerteza permanece, num contexto ainda pressionado por fatores como a procura chinesa mais fraca e inventários apertados nos EUA.
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