Portugal regista subida das vagas de emprego no 1.º trimestre, acima da tendência europeia
Portugal destaca-se no mercado laboral europeu no primeiro trimestre de 2026, com a taxa de vagas de emprego a subir para 1,6%, num contexto em que grande parte dos países da União Europeia regista recuos. O aumento face aos 1,4% do trimestre anterior e do mesmo período do ano passado coloca o país entre apenas três Estados-membros com progressão neste indicador.
Destaques
- Portugal registra taxa de vagas de emprego de 1,6% no primeiro trimestre de 2026, acima dos 1,4% do trimestre anterior e do mesmo período de 2025.
- Na zona euro, a taxa cresceu 0,1 pontos para 2,3%, enquanto a média da União Europeia permaneceu estável em 2,1%.
- O aumento anual de 0,2 pontos percentuais de Portugal iguala o da Eslovênia, ficando atrás apenas de Malta, que lidera com 0,4 pontos.
Evolução das vagas no primeiro trimestre
Como reporta o Eurostat, a taxa de vagas de emprego em Portugal sobe para 1,6% no primeiro trimestre de 2026, face a 1,4% no trimestre anterior e no mesmo período de 2025. O desempenho contrasta com o abrandamento mais amplo na Europa, onde 16 Estados-membros registam quedas no número de vagas.Na zona euro, a taxa de vagas avança 0,1 pontos percentuais em cadeia, para 2,3%, enquanto o conjunto da União Europeia mantém-se em 2,1%. Em termos homólogos, tanto a zona euro como a UE registam uma subida de 0,1 pontos percentuais, ainda que o agregado esconda diferenças marcadas entre países.
O aumento anual de 0,2 pontos percentuais em Portugal iguala o da Eslovénia e fica apenas abaixo de Malta, que regista uma subida de 0,4 pontos. Em sentido oposto, Bélgica, Áustria, Dinamarca e Itália apresentam recuos, sinalizando um enfraquecimento mais visível da procura por trabalhadores nesses mercados.
Na nossa publicação, analisámos como os sucessivos aumentos do salário mínimo em Portugal estão a intensificar a compressão salarial, reduzindo a diferença remuneratória entre funções de entrada e cargos especializados. Com base numa análise do Banco de Portugal, o texto salientava os riscos para a retenção de talento, os incentivos à emigração de profissionais qualificados e a crescente utilização de benefícios não salariais para contornar limites de diferenciação no salário base.
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