Portugal acompanha subida da produção na construção na Zona Euro em abril
A atividade da construção mantém uma trajetória de crescimento moderado na Europa em abril, com avanços tanto na Zona Euro como no conjunto da União Europeia. Em Portugal, o indicador também sobe em termos homólogos e mensais, num mês em que vários mercados do bloco registam variações mais acentuadas.
Destaques
- A produção na construção aumentou 0,9% na Zona Euro e 1,5% na União Europeia em abril face a abril de 2025, segundo o Eurostat.
- Portugal registou um crescimento de 2,6% na produção da construção em abril face ao mesmo mês do ano anterior e 0,3% comparando com março.
- Na comparação homóloga, Eslovénia subiu 31,6%, Roménia 23,8% e Eslováquia 14,5%, enquanto Bélgica caiu 3,8%, Países Baixos 3,3% e França 2,9%.
Evolução da construção europeia em abril
Segundo o Jornal de Negócios e o Eurostat, a produção na construção aumenta 0,9% na Zona Euro e 1,5% na União Europeia em abril, face ao mesmo mês de 2025. Na comparação com março, o indicador avança 0,6% na área do euro e 0,8% no conjunto da UE.Na variação homóloga, as subidas mais expressivas registam-se na Eslovénia, com 31,6%, na Roménia, com 23,8%, e na Eslováquia, com 14,5%. Em sentido contrário, os principais recuos surgem na Bélgica, com menos 3,8%, nos Países Baixos, com menos 3,3%, e em França, com menos 2,9%.
Posição de Portugal no contexto comunitário
Em Portugal, a produção na construção cresce 2,6% em abril face ao mesmo mês de 2025 e 0,3% em relação a março. O desempenho coloca o país em terreno positivo nas duas comparações, ainda que abaixo das subidas mais fortes observadas em alguns Estados-membros do Leste europeu.Na comparação mensal, a Roménia lidera os aumentos, com 10,3%, seguida da Hungria, com 6,9%, e da Eslovénia, com 3,6%. As maiores quebras em cadeia registam-se na Eslováquia, com menos 6,7%, nos Países Baixos, com menos 2,2%, e na Bélgica, com menos 1,6%.
As exportações portuguesas de componentes automóveis em 2026 recuaram no arranque do ano, refletindo o abrandamento da indústria automóvel europeia e a menor atividade dos principais clientes do setor. Na nossa publicação, também destacámos que a competitividade energética e a estabilidade regulatória são fatores-chave para sustentar a atratividade industrial de Portugal e mitigar pressões sobre a produção e as vendas externas.
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