Portugal revê em alta população residente e sinaliza impacto no emprego e no PIB
As novas estimativas demográficas apontam para uma população residente de 11,4 milhões em Portugal no fim de 2025, após uma forte revisão em alta dos últimos anos. A atualização, baseada apenas em dados administrativos, indica também uma desaceleração das entradas de imigrantes em 2025, com o saldo migratório a cair para um terço do registado no ano anterior.
Destaques
- Novas estimativas do Instituto Nacional de Estatística elevam a população residente em Portugal para 11.424.031 pessoas até 31 de dezembro de 2025.
- Residentes de nacionalidade estrangeira passam a representar 14% da população, ou seja, 1.597.539 pessoas, graças ao forte saldo migratório.
- A revisão demográfica implica ajustes estatísticos e revisões em alta da população empregada e do PIB português nos próximos meses.
Revisão demográfica altera base estatística
Como noticiou o Jornal de Negócios, o Instituto Nacional de Estatística divulgou esta segunda-feira novas estimativas da população que passam a assentar exclusivamente em dados administrativos e elevam de forma expressiva o número de residentes no país.Segundo os novos dados, a população residente aumenta em 824.914 pessoas entre 2021 e 2025, apesar da manutenção de saldos naturais negativos nesse período. A 31 de dezembro de 2025, Portugal passa a ter uma população estimada de 11.424.031 residentes.
No conjunto da população, os residentes de nacionalidade estrangeira representam agora 14% do total, o equivalente a 1.597.539 pessoas. O crescimento populacional continua assim a resultar sobretudo da contribuição dos saldos migratórios.
Impacto esperado nas contas da economia
A desaceleração migratória em 2025 introduz, ainda assim, um novo sinal na trajetória recente, com o saldo migratório a recuar para um terço do verificado no ano anterior. Esse abrandamento pode moderar o ritmo de expansão populacional observado nos últimos anos.A nova informação estatística deverá traduzir-se nos próximos meses em revisões em alta da população empregada e também do PIB. Isso pode alterar a leitura sobre a dimensão efetiva da economia portuguesa e do mercado de trabalho, ao atualizar a base populacional usada nos principais indicadores.
Na nossa publicação anterior sobre a subida das taxas Euribor e o impacto no crédito à habitação em Portugal, explicámos como as variações entre as Euribor a 3, 6 e 12 meses se refletem de forma diferente nas prestações das famílias, com destaque para o peso da Euribor a seis meses nos contratos. Também enquadrámos o efeito das taxas diretoras do BCE no planeamento financeiro e as alternativas mais comuns para mitigar o aumento dos encargos, como renegociar condições ou ponderar taxa fixa/mista.
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