Apple aumenta preços de MacBook e iPad em Portugal devido à subida dos chips de memória

Apple aumenta preços de MacBook e iPad em Portugal devido à subida dos chips de memória
Apple sobe preços em Portugal

A pressão sobre a cadeia de fornecimento de componentes está a levar a Apple a rever em alta os preços de vários equipamentos em Portugal. Os aumentos, que entram em vigor esta quinta-feira, atingem oito modelos de MacBook e iPad e chegam aos 400 euros.

Destaques

  • A Apple aumentou os preços de MacBook e iPad em Portugal após alta sem precedentes nos preços de chips de memória devido à procura por data centers de inteligência artificial.
  • Os aumentos em Portugal variam de 100 a 400 euros nos MacBooks e até 200 euros nos iPads, afetando oito equipamentos, enquanto os iPhones ficaram de fora da revisão.
  • Após o anúncio, as ações da Apple caíram mais de 6% para 275,15 dólares, mantendo capitalização acima de quatro biliões antes dos resultados de 30 de julho.

Revisão de preços após choque nos componentes

Conforme noticiou o Jornal de Negócios, a Apple justifica a subida com um aumento que considera "insustentável" nos preços dos chips de memória, num contexto de procura reforçada por centros de dados ligados à inteligência artificial.

Em comunicado, a empresa afirma que a indústria de eletrónica de consumo enfrenta um desafio sem precedentes e que a rápida expansão dos centros de dados de inteligência artificial gera uma procura extraordinária por chips de memória e armazenamento. A Apple acrescenta que nunca viu os preços de um componente subir tanto e tão rapidamente, defendendo por isso a necessidade de começar a aumentar os preços de vários produtos.

As lojas digitais da empresa ficaram indisponíveis durante um breve período da manhã para atualizar os valores. Os iPhone ficam de fora desta revisão, numa fase em que a marca se prepara para lançar uma nova versão em setembro.

Impacto nos consumidores e no mercado

Em Portugal, os aumentos abrangem oito equipamentos. O MacBook Neo sobe 100 euros, para 799 euros, enquanto o MacBook Air de 13 polegadas com 512 GB passa de 1.249 para 1.449 euros. Na linha Pro, o modelo base avança de 1.949 para 2.249 euros, e a versão de 16 polegadas sobe de 3.099 para 3.499 euros.

No iPad, os aumentos são mais contidos, mas ainda assim relevantes. Os iPad Air de 11 e 13 polegadas passam a custar 829 e 1.029 euros, respetivamente, mais 150 euros em cada caso. Já os modelos Pro, também em 11 e 13 polegadas, sobem 200 euros, para 1.329 e 1.679 euros.

Nos Estados Unidos da América, os aumentos situam-se entre 100 e 300 dólares. Após o anúncio, as ações da Apple fecharam em queda de mais de 6%, para 275,15 dólares, embora a empresa mantenha uma capitalização superior a quatro biliões de dólares antes da próxima apresentação de resultados, marcada para 30 de julho.

Na nossa análise anterior sobre a queda das ações da Apple (AAPL), destacámos que o papel recuava em meio a um cenário de maior pressão sobre a empresa, incluindo riscos regulatórios e um aumento global de preços em Macs e iPads ligado ao encarecimento dos chips de memória. Também apontámos que o sentimento de curto prazo seguia fragilizado e que a volatilidade poderia manter a ação dentro de uma faixa ampla de negociação, com predominância de risco de baixa.

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