BPCE reforça aposta no Novo Banco para crescer em Portugal e entrar nos seguros
A integração do Novo Banco na estratégia internacional do BPCE avança sem alterar a gestão própria da operação portuguesa nem a sua base de capital. O grupo francês afasta uma distribuição extraordinária de dividendos e mantém como prioridade expandir o negócio através do bancassurance.
Destaques
- BPCE reafirma que não pretende realizar distribuição extraordinária de dividendos no Novo Banco, garantindo que o capital permanece na instituição.
- O grupo BPCE prioriza o desenvolvimento do bancassurance no Novo Banco, focando na criação interna de apólices de seguros vendidas nos seus balcões.
- BPCE aponta crescimento do Novo Banco como uma peça central da sua expansão internacional, mantendo a gestão autónoma e relevância estratégica em Portugal.
Estratégia do BPCE para o Novo Banco
Como noticiou o Jornal de Negócios, o BPCE vê o banco português que comprou como parte de uma ambição global, mas quer manter a gestão autónoma do Novo Banco em Portugal. Nicolas Namias disse nesta sexta-feira que não existe qualquer intenção de realizar uma distribuição extraordinária de dividendos, sinalizando que o capital permanece na instituição.O foco estratégico passa antes por desenvolver a área dos seguros. O grupo volta a sublinhar que considera essencial entrar no bancassurance, produzindo internamente as apólices vendidas nos balcões do Novo Banco.
Impacto no crescimento da operação em Portugal
Questionado sobre a possibilidade de avançar com a compra da Gamalife, o BPCE não revela os seus planos concretos. Ainda assim, a referência volta a reforçar a intenção de construir uma presença própria na produção de seguros associada à atividade bancária.Além dessa frente, o grupo francês aponta também para o crescimento do negócio do Novo Banco, embora sem quantificar objetivos. Portugal surge assim como parte da expansão internacional do BPCE, com a operação local a manter relevância estratégica dentro do grupo.
Na nossa publicação anterior sobre a criação de um fundo soberano português, explicámos que o Governo quer criar um veículo, gerido pela IGCP, para investir em participações minoritárias em empresas de setores críticos como energia, telecomunicações e banca. O objetivo é reforçar a capacidade de influência do Estado e funcionar como contrapeso ao controlo estrangeiro de infraestruturas estratégicas, mantendo o modelo sujeito às regras europeias de concorrência e auxílios de Estado.
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