Galp e Petrogal qualificadas para leilão do pré-sal no Brasil
A próxima ronda de licenças do pré-sal no Brasil inclui duas empresas portuguesas entre os grupos aptos a disputar novos blocos offshore. A sessão pública do quarto ciclo da Oferta Permanente em Partilha de Produção está marcada para 7 de outubro e abrange 23 áreas nas bacias de Campos e Santos.
Destaques
- Galp Energia e Petrogal estão entre as 19 empresas qualificadas para disputar o quarto ciclo da Oferta Permanente em Partilha de Produção da ANP no Brasil.
- As interessadas devem manifestar formalmente interesse e apresentar garantias à reguladora até 21 de julho para concorrer aos blocos do pré-sal.
- A Galp reportou lucro ajustado de 272 milhões de euros no primeiro trimestre, alta de 41%, impulsionada pela produção brasileira e preços do Brent.
Calendário e condições do leilão
De acordo com o Jornal de Negócios, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, ANP, divulgou na sexta-feira, após publicação no Diário Oficial da União, a lista de 19 empresas qualificadas para participar no quarto ciclo da Oferta Permanente em Partilha de Produção. Entre elas estão a Galp Energia e a Petrogal, além de grupos internacionais como BP, Shell, Repsol, Chevron, TotalEnergies, Equinor, CNOOC, Sinopec, Karoon, Kufpec, Petronas e QatarEnergy.A inclusão na lista não significa que estas empresas avancem automaticamente com propostas. Para concorrerem, têm de manifestar formalmente interesse e apresentar as garantias exigidas pela reguladora até 21 de julho, de forma individual ou em consórcio.
O concurso prevê parcerias com o Governo brasileiro para explorar blocos localizados na camada do pré-sal, em águas ultraprofundas do Atlântico ao largo da costa do Brasil. A ANP indicou ainda que, em 6 de agosto, divulgará quais das 23 áreas disponíveis receberam manifestações de interesse e seguirão para a ronda de outubro.
Impacto para a produção e para a Galp
A camada do pré-sal concentra algumas das maiores reservas descobertas nas últimas décadas e é vista como o principal motor do aumento da produção brasileira. Esse potencial sustenta a expectativa de que o Brasil possa tornar-se um dos cinco maiores exportadores de petróleo do mundo até ao fim da década.Para a Galp, a presença nesta fase do processo reforça a exposição a um mercado que já pesa nos resultados operacionais do grupo. A empresa encerrou o primeiro trimestre com um lucro ajustado de 272 milhões de euros, mais 41% do que no período homólogo, apoiado pelo aumento da produção de petróleo no Brasil e pela subida dos preços do Brent.
A evolução recente das ações da Galp na bolsa de Lisboa foi destacada na nossa publicação anterior, num arranque de sessão em que o PSI recuava, pressionado sobretudo por BCP e Galp. Nesse enquadramento, a Galp negociava em baixa e contribuía para o desempenho do índice, enquanto títulos como REN e Jerónimo Martins ajudavam a limitar as perdas.
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